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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Santos vai à Justiça e cobra R$ 5 milhões de ex-presidente

Modesto Roma Júnior, ex-presidente do Santos - Ivan Storti/Santos FC
Modesto Roma Júnior, ex-presidente do Santos Imagem: Ivan Storti/Santos FC
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

com Thiago Braga, colaboração para o UOL

15/09/2021 20h47

O Santos foi à Justiça contra o ex-presidente Modesto Roma Júnior cobrar a quantia de R$ 5 milhões, por supostos prejuízos causados pelo cartola enquanto esteve à frente do clube.

A ação, ao qual a coluna teve acesso, chegou à Justiça de São Paulo nos últimos dias. E, nesta quarta (15), o juiz Joel Birollo Mandelli deu 15 dias para o dirigente contestar a ação.

No processo, o Santos diz que Modesto, enquanto presidente do clube, agiu em benefício próprio ou de terceiros, como também atuou de forma negligente, principalmente sobre o recolhimento de impostos, gerando sérios prejuízos.

A atual gestão do clube estima que os cofres santistas tiveram danos que chegam a R$ 5 milhões. Por isso, pediu levantamento dos bens do cartola, para garantir o ressarcimento dos alegados prejuízos.

O Santos ainda solicitou expedição de ofícios à Receita Federal para que forneça cópias das declarações de imposto de renda do ex-presidente nos últimos cinco anos.

Modesto afirmou à coluna que ainda não foi citado no processo e ficou de conversar com seu advogado antes de se posicionar oficialmente.

Após a publicação, o presidente enviou nota afirmando:

"Diante da notícia veiculada na data de ontem pelo portal UOL, informo que 1) não fui citado na referida ação, de modo que, por isso, desconheço o objeto e os fundamentos da ação; 2) enquanto presidi o clube, nenhuma irregularidade foi perpetrada; 3) a iniciativa judicial da atual gestão precisa ser analisada no contexto das diversas ações que estão em curso e que, conforme já demonstrado, decorrem de um ambiente político institucional que me é abertamente hostil; 4) está evidente, portanto, que se trata de retaliação às justas iniciativas que tive que adotar contra meus opositores".