PUBLICIDADE
Topo

Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Engolido, Neymar decide com bola parada, e Ribeiro é só um bom reserva

Neymar cai após dividir bola com jogador da Colômbia  - Thiago Ribeiro/AGIF
Neymar cai após dividir bola com jogador da Colômbia Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

23/06/2021 23h08

Everton Ribeiro entrou bem contra o Peru, ajudando o Brasil a mudar uma partida que jogava mal para uma goleada. Criou uma expectativa e ganhou a titularidade contra a Colômbia, mas decepcionou e saiu ainda no intervalo.

Enquanto isso, Neymar foi engolido pelos rivais no Engenhão com a bola rolando. Principalmente pelo bom volante Wilmar Barrios. Para se ter uma ideia, o camisa 10 do Brasil tentou nove dribles no primeiro tempo. Completou apenas um, segundo dados do Data ESPN.

O astro do Brasil só foi à desforra nos acréscimos da etapa final, em lance de bola parada. Em bela cobrança de escanteio, acertou a cabeça de Casemiro, e a seleção venceu de virada, por 2 a 1. O camisa 10 chegou ao seu 13º gol com participação direta nas últimas sete partidas - marcou sete e deu seis assistências.

No restante do jogo, porém, Neymar não conseguiu jogar. Quando tinha a bola, se via sempre cercado por três ou quatro marcadores. Barrios foi gigante e colocou o craque do time de Tite no bolso. No fim do jogo, o camisa 10 ainda se irritou e acertou o colombiano com o braço, levando o cartão amarelo.

Outro monstro na defesa da Colômbia foi Yerry Mina. Sólido atrás e muito forte na marcação. Sem suportar o jogo físico colombiano, Neymar foi ineficiente com a bola rolando. O mesmo aconteceu com Everton Ribeiro: não aguentou a forte imposição do adversário e não contribuiu em nada para o Brasil, que só chutou uma bola ao gol da Colômbia nos primeiros 45 minutos.

Ribeiro tentou 21 passes e errou três. Mas, entre todos os que acertou, dez foram para trás. Outros sete para o lado e só um para frente. Com dificuldades para armar, sentiu a marcação forte dos colombianos, assim como Neymar.

Sem efetividade, o Brasil foi dominado pelo estilo de jogo colombiano no primeiro tempo. E viu Luis Diaz marcar um golaço de bicicleta. Com o recuo do time visitante na etapa complementar, contudo, a seleção empatou no fim, com Firmino. Depois, nos acréscimos, em escanteio batido por Neymar, o time da casa virou e venceu.

O jogo duro foi bom para a seleção ver que não é essa imbatível constelação de craques que todos acreditam ser. Tinha nove vitórias seguidas com atuações dominantes diante dos fracos rivais sul-americanos, mas quase perdeu para um time inferior com sua formação completa. Volta a campo no domingo, quando enfrenta o Equador.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL