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Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Gabigol decepciona, produz só nove ações com a bola e sai no intervalo

Gabigol retomou a titularidade da seleção brasileira após ficar no banco na estreia da Copa América - Wagner Meier/Getty Image
Gabigol retomou a titularidade da seleção brasileira após ficar no banco na estreia da Copa América Imagem: Wagner Meier/Getty Image
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

17/06/2021 22h55

Muita gente queria Gabigol de titular da seleção brasileira. Mas, em sua segunda oportunidade nos últimos quatro jogos, o camisa 9 decepcionou novamente. E acabou substituído ainda no intervalo pelo técnico Tite, depois de apenas nove ações com a bola.

Atuando mais adiantado ao lado de Neymar, com Everton Cebolinha e Gabriel Jesus complementando uma linha de quatro pelos lados do ataque, o centroavante pouco apareceu no primeiro tempo.

Se na última partida ele entrou aos 20 do segundo tempo e marcou o terceiro gol da vitória por 3 a 0 do Brasil, desta vez atuou por mais tempo, 45 minutos, mas não finalizou nenhuma vez ao gol do Peru e tocou poucas vezes na bola.

De acordo com números do Data ESPN, foram só nove ações com a bola, o menor número entre todos os jogadores em campo.

A substituição no intervalo acabou sendo decepcionante pela expectativa criada com a utilização de Gabigol como titular no ataque da seleção. Em briga por uma vaga no grupo, ficou para trás. Richarlison entrou no seu lugar no intervalo.

Contra o Equador, quando foi titular pela primeira vez na seleção após cinco anos, passou em branco. Mas tentou várias vezes e até balançou as redes, só que o juiz marcou impedimento.

Foram quatro finalizações, perdendo pelo menos duas ótimas oportunidades na etapa complementar. Uma delas, inclusive, sem goleiro, aos 26 do segundo tempo. Acabou substituído quatro minutos depois, por Firmino.

No jogo desta quinta, a tática proposta por Tite deu certo contra o Peru apenas nos primeiros seis minutos de jogo.

Com Cebolinha pela esquerda, Jesus pela direita e Neymar e Gabigol no meio, a seleção abriu o placar com assistência do jogador do Manchester City. Alex Sandro anotou, após boa inversão de bola.

Parecia que seria um grande jogo do Brasil no Engenhão. Porém, depois do gol, o Peru acertou a marcação nesse sistema de jogo e dominou a posse de bola, chegando a ficar com 55% no primeiro tempo.

Assim, a seleção, Brasil ficou sem a bola e pouco chutou ao gol, enquanto o time peruano arriscou subidas com velocidade e tentou o empate, que por pouco não foi alcançado. O Brasil venceu por 4 a 0 —Neymar fez o segundo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL