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Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Corinthians melhora com Sylvinho e já não parece mais um time de várzea

Gabriel, do Corinthians, comemora com Roni gol sobre o Palmeiras, em duelo pelo Brasileiro - Marcello Zambrana/AGIF
Gabriel, do Corinthians, comemora com Roni gol sobre o Palmeiras, em duelo pelo Brasileiro Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

12/06/2021 20h52

Na medida do possível, o Corinthians vem melhorando nos últimos jogos com Sylvinho. E fez contra o Palmeiras a melhor partida com o novo treinador até o momento. A vitória ainda não veio, mas foi o bastante para buscar o empate (1 a 1) na raça diante do arquirrival, que tem time muito superior.

Já são cinco jogos contra o Palmeiras de Abel, com três derrotas e dois empates. Sofreu um gol antes dos 15 minutos nos últimos três. E já chega a sete sem vencer o arquirrival. Dadas as atuais proporções, parece difícil imaginar quando vai vencer novamente. Mas a atuação de hoje mostrou que há luz no fim do túnel.

Foi o primeiro jogo em que foi possível ver um padrão na equipe de Sylvinho. Esbarra dentro das suas próprias e enormes limitações, especialmente ofensivas. Falta um meia e um atacante. Pelo menos não lembrava mais um time de várzea, como nas partidas de estreia diante do Atlético-GO.

Cantillo ainda é o que melhor busca o jogo, quem mais pega na bola e tem que ser titular. Até os 20 minutos do segundo tempo, havia trocado 62 passes, com apenas dois deles errados. Gabriel é o que esbanja mais vontade, também precisa ficar no time e foi muito bem na infiltração que resultou no gol de empate. Me pareceu dedo do treinador.

A proposta de jogo do Palmeiras deixou a bola mais com o Corinthians, é verdade. O gol no início ditou o ritmo do jogo, com a equipe alviverde esperando o rival, nitidamente inferior. Diante desse cenário, o time alvinegro cresceu após a metade do primeiro tempo, criou algumas oportunidades e apostou principalmente em chutes de longe.

Difícil é depender de Mosquito - não que seja um jogador ruim, seria uma boa opção de segundo tempo caso existisse um elenco de melhor qualidade. Sem esse time competitivo, o jovem jogador virou uma das principais opções ofensivas. Ao menos é mais esforçado que Luan. Vital também vem em crescimento, mas deu azar na falha que resultou no gol do Palmeiras.

E onde está Rodrigo Varanda? Foi dele o gol do empate contra o Palmeiras no Campeonato Paulista, quando começou o jogo, inclusive, titular. Mas, desde então, sumiu. Já não está na hora de reintegrá-lo ao elenco? Estava em boa fase e em crescimento. Tem apenas 18 anos, e o time precisa de toda ajuda possível.

Quando o clube alviverde se lançava ao ataque, ficava clara a gigantesca diferença de qualidade entre os dois times. Mas o Corinthians está em processo de reconstrução. Caso continue demonstrando a evolução do jogo de hoje, o cenário futuro não parece tão catastrófico. Dá para sonhar em ficar na primeira divisão em 2021.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL