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Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Nervoso, Diniz é expulso na estreia, mas deixa Santos vivo na Libertadores

Fernando Diniz, novo técnico do Santos, durante partida contra o Boca Juniors na Vila Belmiro - JOTA ERRE/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Fernando Diniz, novo técnico do Santos, durante partida contra o Boca Juniors na Vila Belmiro Imagem: JOTA ERRE/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

11/05/2021 21h08

Fernando Diniz demonstrou nervosismo e acabou expulso em sua estreia pelo Santos mas deixou a equipe viva na Copa Libertadores, ao vencer o Boca Juniors por 1 a 0. E ainda contou com a sorte na chave, já que o líder Barcelona de Guayaquil perdeu para o The Strongest.

Diniz foi criticado por muita gente por não querer dirigir o Santos contra o São Bento, em jogo que poderia selar o primeiro rebaixamento da história do clube. Não selou, o time alvinegro venceu e foi mais leve para a decisão contra o Boca. Mas Diniz pareceu agitado à beira do gramado.

Depois de passar o jogo inteiro irritado com a arbitragem, o treinador foi expulso ainda aos 23 minutos do segundo tempo, depois de discutir com o técnico do Boca, Miguel Ángel Russo, outro que levou o cartão vermelho. Foi a quarta expulsão da carreira de Diniz por reclamação.

Por outro lado, dentro de campo, foi possível perceber os laterais santistas mais soltos, especialmente no primeiro tempo. Tanto que o gol contou com envolvimento dos dois. Pará passou para Kaio Jorge em profundidade, que cruzou para trás. Felipe Jonathan chegou driblando e fez um golaço.

Pará contou com Pirani atraindo a marcação para a direita e Ângelo dando espaço. Livre, achou Kaio Jorge no lance que decidiu a partida. Mas ainda é cedo para dizer que tem dedo de Diniz. O técnico assumiu ontem e já foi para o campo hoje.

Até então, o Boca Juniors era melhor na Vila Belmiro. Com mais vigor físico, os argentinos tinham maior posse de bola e dominavam as ações. A equipe visitante ganhava a maioria das divididas e deixava os brasileiros nervosos. Ângelo chegou a se estranhar com Villa. E Tevez perdeu um gol feito no começo.

No segundo tempo, logo no início o Santos foi prejudicado pela arbitragem - uma das razões da irritação de Diniz. A bola tocou no braço de Izquierdoz dentro da área, em lance com Kaio Jorge, mas, sem VAR na fase de grupos da Libertadores, o juiz nada marcou.

Diniz adiantou a marcação e tirou a posse de bola do Boca Juniors. Encostando no campo de ataque sem sobras, o Santos controlou o jogo e os três pontos que o deixam vivo na briga pelo tetra. Enquanto isso, o The Strongest fazia o segundo no Barcelona, na Bolívia.

Os resultados da rodada são essenciais para o Santos no torneio continental. Não vencesse hoje, estaria praticamente eliminado. Mas ainda tem páreo duro pela frente, com dois jogos fora de casa.

O primeiro deles, na semana que vem, contra o péssimo The Strongest, que terá seu único bom jogador em campo, a altitude de La Paz. Diniz cumprirá suspensão, e Marcelo Fernandes volta ao banco de reservas. Depois, diante do Barcelona de Guayaquil, líder, em jogo que deve valer a vaga nas oitavas de final.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL