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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Para evitar penhora de contas, Santos entra em acordo com empresário

Vila Belmiro antes de Santos x Corinthians - Divulgação/Santos FC
Vila Belmiro antes de Santos x Corinthians Imagem: Divulgação/Santos FC
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

10/05/2021 16h00

Para evitar o bloqueio de suas contas bancárias, o Santos entrou em acordo com a ADM Esporte Futebol & Agenciamento, do empresário Hugo Garcia, para desembolsar cerca de R$ 190 mil de comissão pelo empréstimo de Dodô, em 2018, junto ao Sampdoria.

O combinado é que o clube vai efetuar o pagamento em seis parcelas de R$ 30 mil, mais um final de R$ 8.776,02. Os valores são a título de comissão, advogados e custas processuais.

O Santos fechou o acordo para encerrar uma execução na Justiça, que poderia bloquear suas contas bancárias. Em novembro, o juiz Frederico dos Santos Messias, da 4ª Vara Cível de Santos, havia determinado a penhora de ativos financeiros do clube via Sistema Bacenjud, dando também a opção de indicar bens penhoráveis.

Em resposta, o Santos mencionou a extrema dificuldade financeira em que se encontra, agravada pela pandemia de Covid-19, que levou o clube a reduzir em até 70% dos salários de todos seus funcionários, entre abril e junho do ano passado. "O deferimento do pedido de penhora em dinheiro acarretará nefastos efeitos à vida empresarial do clube", disse a agremiação no processo.

À Justiça, o clube diz que desembolsa mensalmente R$ 8 milhões aos seus 459 funcionários. Para não ter prejuízo no pagamento dos valores, o Santos havia pedido pela substituição da penhora em ativos financeiros pela de um prédio ao lado da Vila, local onde se hospedam os garotos da base, chamado Casa Meninos da Vila. O clube o adquiriu em 2016 por R$ 1,6 milhão.

Os advogados da ADM Esporte, porém, rejeitaram a oferta pela baixa liquidez do imóvel e reiteraram o pedido pelo bloqueio de ativos financeiros. Diante da recusa, o clube agiu rápido e fechou o acordo, já homologado pela Justiça. Atualmente, Dodô defende o Atlético-MG.