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OPINIÃO

Libra tem grupo comercial muito forte, mas não pode formar campeonato

Imagem: Getty Images
Danilo Lavieri

Colunista do UOL

24/05/2022 19h10

A Libra agora conta com 13 clubes oficialmente inscritos. O Grêmio já manifestou publicamente que também vai aderir ao grupo e será o 14º, mas precisa aguardar burocracias internas. E o que tudo isso significa para o futuro do futebol brasileiro?

Por enquanto, o grupo formado por Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Red Bull Bragantino, Guarani, Ponte Preta, Ituano, Novorizontino, Flamengo, Botafogo, Vasco e Cruzeiro ainda não poderia disputar um campeonato, mas fica cada vez mais forte no aspecto comercial.

O estatuto da Libra prevê que, para que um campeonato seja disputado entre eles, precisa de ao menos 12 clubes que estiveram na primeira divisão nos últimos três anos, coisa que ainda não acontece.

Mas também há a previsão de que os clubes que tenham aderido possam formar um grupo comercial para negociar, entre outras coisas, direitos de televisão e patrocínios. E aí sim esse grupo é muito forte.

Entre os dez times com mais torcida no país, apenas dois não estão entre eles: Internacional e Atlético-MG. Isso, consequentemente, significa que a maior parte - com sobras - do dinheiro movimentado está entre eles.

Com a Lei do Mandante, eles conseguem concentrar os principais clássicos do futebol brasileiro para transmissão. É bem provável que as maiores ofertas dos interessados estejam com eles.

Ao mesmo tempo, também por conta dessa legislação, correriam o risco de não poder transmitir jogos decisivos para o andamento do campeonato. Por exemplo, se um time da Libra vai jogar fora de casa contra Fortaleza na penúltima rodada de um torneio com chances de ser campeão, esse jogo não estaria no pacote desta libra, mas sim no controle da equipe cearense.

É justamente com esse poder que os clubes que ainda não aderiram à Libra contam. Por enquanto, eles estão em um grupo que conta com 25 times e são representados pela LiveMode e pela Alvarez & Marsal. O objetivo principal é diminuir a diferença entre o time que mais ganha e o que menos ganha, mas também há questões de ego e política sendo discutidas.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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