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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Lavieri: Faltou futebol, mas sobrou estratégia ao Palmeiras na Libertadores

Luiz Adriano, do Palmeiras, em partida contra o Atlético-MG, pela Libertadores - Marcello Zambrana/AGIF
Luiz Adriano, do Palmeiras, em partida contra o Atlético-MG, pela Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

22/09/2021 04h00

Não é difícil analisar que o Palmeiras não criou nada e que o futebol ficou bem abaixo do esperado na partida de ontem (21) diante do Atlético-MG pela semifinal da Libertadores. A questão é que a estratégia de Abel Ferreira priorizava a sua defesa e não tomar gol dentro de casa. A partir daí, jogar fora de casa com a vantagem de empatar com gols.

Claro que, dentro desse plano, faltou o time paulista conseguir agredir o adversário para ao menos justificar o ferrolho que armou. Mas o objetivo principal era seguir vivo para a partida de volta contra um time que tem sido avassalador contra seus adversários, até mesmo os mais fortes.

Para ilustrar isso, algumas estatísticas são bem representativas. Como levantou o colega Rodrigo Fragoso, o Atlético-MG marcou gol nos seus últimos 14 adversários. Outro número legal é que o Galo acertou o gol adversário em suas últimas 101 partidas, como mostrou Ricardo Spinelli, da ESPN. Ontem, Weverton não tocou na bola e, mesmo quando estava batido, Hulk acertou a trave.

O Palmeiras tem, sim, elenco para praticar um melhor futebol, mas será que teria capacidade de ir para a "trocação franca" contra um time que tem Nacho, Zaracho, Diego Costa e Hulk? Passa por aí a aparente satisfação de Abel na sua coletiva pelo fato de ter terminado 0 a 0, apesar de ele mesmo ter criticado a falta de criatividade.

No Mineirão, no jogo da volta, o Atlético-MG terá o apoio da sua torcida, mas pode também ter a pressão caso repita o desempenho que teve no Allianz Parque. A expectativa de sua torcida é proporcional ao investimento feito em contratações e salários: nem cabe no orçamento. E o Palmeiras já mostrou que vai melhor quando enfrenta adversários que precisam propor o jogo.

Pode não ser uma estratégia de encher os olhos dos torcedores ou de agradar os que gostam de um futebol mais plástico, mas é um jeito eficiente que Abel achou para fazer sua equipe jogar.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL