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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Brasil faz partida ruim, mas conta com brilho de Santos para ir à final

Daniel Alves tenta jogada da seleção brasileira sob forte marcação do México em Kashima - Lucas Figueiredo/CBF
Daniel Alves tenta jogada da seleção brasileira sob forte marcação do México em Kashima Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

03/08/2021 07h42

O Brasil fez uma partida pouquíssima inspirada nesta terça-feira (3) na semifinal do futebol masculino das Olimpíadas de Tóquio e ficou em um entediante 0 a 0 com o México. A emoção ficou reservada para a disputa de pênaltis, que acabou com o destaque do goleiro Santos, que defendeu a primeira e contou com a trave na segunda cobrança dos rivais na vitória por 4 a 1. Foi uma apresentação ruim, mas faz parte de qualquer trajetória de time campeão encontrar partidas como essa.

A decisão da medalha de ouro está marcada para o próximo sábado, às 8h30, e terá a presença ou de Espanha ou do Japão, que se enfrentam ainda hoje. Já a briga pelo bronze vai ser realizada na sexta-feira, com o perdedor desse mesmo encontro encontrando os mexicanos.

Com quase nenhum destaque individual, a seleção de André Jardine sentiu a falta de sua referência na área, não se adaptou ao gramado ruim e ficou nervosa demais com a arbitragem do búlgaro Georgi Kabakov.

Nos 90 minutos de forma geral, a tônica do jogo foi de uma seleção bem pouco criativa, com o domínio da bola na maior parte do tempo, mas sem jogadas que conseguissem envolver o adversário. Bruno Guimarães aplicou bom ritmo no meio-campo, conseguia fazer bem a ligação da defesa para frente, mas a criação daí para frente parava. A ausência do lesionado Matheus Cunha foi bastante sentida.

É de se destacar a insegurança da defesa formada por Diego Carlos e Nino. Os dois passaram segurança em poucas jogadas e passavam a sensação em todas as jogadas aéreas que o México tinha chance de abrir o placar. Esse é mais um dos reflexos da preparação da seleção com todas as dificuldades por conta da falta de liberação desde o Pré-Olímpico disputado na Colômbia em janeiro de 2020.

No primeiro tempo, o Brasil teve uma apresentação com controle da posse na maior parte do tempo, mas com quase nada de criatividade. Arana teve a melhor chance em uma das poucas vezes que subiu ao ataque, mas parou em Ochoa. Ainda houve um pênalti em cima de Douglas Luiz bem anulado pelo VAR. O México ainda conseguiu surpreender e criou as melhores chances da etapa com uma boa intervenção de Santos e outra de Diego Carlos que salvou após a bola já ter passado pelo goleiro.

Nos 45 minutos complementares, a seleção voltou pior. Sem tanto controle de jogo, quase não criou perigo para o México ao mesmo tempo em que era pouco pressionada. André Jardine tentou mexer na equipe com as entradas de Martinelli e Reinier nos lugares de Paulinho e Claudinho, mas a melhor chance acabou vindo de Richarlison. O artilheiro da equipe achou cabeceio na reta final da partida e viu a bola bater na trave e passar em cima de toda a linha.

Na prorrogação, pouca coisa mudou apesar das substituições feitas pelos técnicos dos dois times. A partida ficou travada durante os 30 minutos e a maior parte das energias parecia focada para reclamar da atuação da arbitragem, que realmente foi fraca. Nos pênaltis, Daniel Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier marcaram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL