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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Faltou alguém consagrar Paquetá, que foi o melhor da seleção brasileira

Douglas Luiz, Paquetá e Militão celebram gol do Brasil sobre o Equador, na Copa América - Lucas Figueiredo/CBF
Douglas Luiz, Paquetá e Militão celebram gol do Brasil sobre o Equador, na Copa América Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

27/06/2021 19h56

A seleção brasileira entrou em campo hoje (27) diante do Equador completamente modificada. Foram dez mudanças em relação ao triunfo contra a Colômbia e vários atletas precisando mostrar serviço e outros poupados para evitar desgaste ou suspensão. No empate por 1 a 1, o melhor jogador foi Lucas Paquetá, que atuou com liberdade para criar, apareceu bastante perto da área e só não saiu de campo consagrado porque seus companheiros não ajudaram.

Roberto Firmino praticamente não tocou na bola. Já longe de sua melhor fase no Liverpool, ele chegou a mostrar uma evolução na última partida, mas agora voltou a desaparecer em campo. Gabigol batalhou, procurou mais a bola em relação às últimas aparições, mas também não conseguiu ser efetivo. Até Vinicius Junior, que entrou no segundo tempo, teve chance de recolocar o Brasil à frente, mas ele não soube aproveitar excelente passe justamente de Paquetá.

Quando convocado, o nome do meio-campista foi questionado por boa parte dos torcedores. Depois de começar muito bem no Flamengo, ele foi muito mal no Milan, teve até problemas extracampo e precisou ser negociado com o Lyon. Nessa última temporada, ele foi muito bem na equipe francesa e voltou a ser lembrado pela seleção.

Tite já deu chances a ele para atuar quase como um meia e também como segundo homem do meio. Hoje, ele conseguiu mesclar as duas funções, na maioria das vezes caindo da direita para o centro. Talvez por não competir por espaço com Neymar, que ficou no banco, pode ser ainda mais ativo na intermediária. Nos 78 minutos que esteve em campo, ele tocou na bola em 59 ocasiões e teve 92% de acerto nos passes.

Contra a Colômbia, na última partida antes de hoje, ele já havia mudado a dinâmica do meio-campo, dando bem mais circulação de bola entrando no lugar de Fred, que dá mais segurança defensiva, mas não consegue cumprir a mesma função para armar jogo.

Tite disse em entrevista que acha que o Brasil pode atuar sem necessariamente dois volantes como Casemiro e Fred, mas que isso requer ajustes na seleção. Paquetá tem mostrado que talvez valha o esforço da comissão em achar uma forma de ter mais chances, especialmente sendo um segundo homem de meio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL