Topo

Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras precisa de reflexão e não de revolução após derrota na final

Abel Ferreira durante o duelo entre São Paulo e Palmeiras, pela final do Paulista, no Morumbi - Marcello Zambrana/AGIF
Abel Ferreira durante o duelo entre São Paulo e Palmeiras, pela final do Paulista, no Morumbi Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Colunista do UOL

24/05/2021 04h00

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido

O Palmeiras tem elenco para entregar muito mais do que entregou nas duas partidas da final contra o São Paulo e é aí que mora a reflexão necessária de Abel Ferreira, seus comandados e seus comandantes. O time pode usar a derrota no Paulista para ver onde precisa melhorar, mas isso não significa que o planejamento precisa ser alterado drasticamente.

Os títulos recentes mostram que há mais acertos do que erros, mas eles não podem impedir que o Alviverde seja criticado e cobrado para que apresente um futebol à altura do que já mostrou recentemente em boas partidas como as contra o Flamengo, na Supercopa, diante do Grêmio na final da Copa Brasil e até mesmo no encontro com o Independiente Del Valle na Libertadores.

Ontem, o time parece ter sido lido pelos comandados de Hernán Crespo e quase não conseguiu incomodar Tiago Volpi. A estratégia de chamar o adversário para o seu próprio campo para dar espaço para Rony disparar não foi o suficiente. Raphael Veiga quase não tocou na bola, e Luiz Adriano, por vezes, recuava tanto para tentar ajudar na armação que às vezes parecia volante.

O sistema defensivo foi seguro e apresentou mais falhas quando foi alterado para a busca do empate. O que não funcionou muito bem também foi o apoio pelas laterais, com Victor Luís e Mayke sendo os pontas. Se eles não aparecem, o time se restringe à ligação direta que até pode ser uma alternativa de criação, mas não pode ser a única.

Entre os diretores, há o consenso que o trabalho é bem feito e que nada precisa ser alterado de maneira drástica, mas resta saber qual vai ser a reação do entorno. Basta lembrar que os muros foram pichados depois de uma derrota com o time B para o mesmo São Paulo na primeira fase do Estadual.

Depois dos últimos títulos, o nível de cobrança no Palestra Itália tem sido o que nada além de o primeiro lugar é considerado aceitável, quando a realidade do futebol só permite que um time entre todos levante a taça. É totalmente aceitável que haja cobrança para evolução, mas é possível reconhecer méritos mesmo nas derrotas, especialmente no Estadual em que o time não colocou como prioridade desde o início do ano.