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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fluminense vence luta contra negacionismo do Flamengo e da Ferj

Fluminense luta contra Flamengo, Ferj e negacionismo na final do Carioca - Reprodução
Fluminense luta contra Flamengo, Ferj e negacionismo na final do Carioca Imagem: Reprodução
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

18/05/2021 12h26

O Fluminense resistiu e conseguiu vencer o Flamengo na luta sobre a sede da final do Campeonato Carioca. Hoje (18), os clubes e a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) confirmaram que o jogo será disputado no Maracanã e não em Brasília como gostariam os flamenguistas e o comando da entidade.

A vitória do Tricolor das Laranjeiras derruba uma tese negacionista que era liderada pelos flamenguistas e tinha o apoio da Ferj. A ideia era levar o jogo para o Mané Garrincha para poder contar com público mesmo em meio a uma pandemia que ainda mata milhares todos os dias e que está longe de acabar. Depois, ainda usar essa partida como exemplo para pleitear venda de ingressos no Brasileirão.

A movimentação do Fluminense precisa ser exaltada por todos, até porque a diretoria cogitou até dar W.O. caso a partida fosse alterada para Brasília. Não é a primeira vez que o time se posiciona contra a volta do público em meio ao caos da saúde pública. Mesmo com dificuldades financeiras como todos os times do país por conta do vírus, os tricolores preferem ficar ao lado da ciência e das recomendações das autoridades. Não à toa, também já havia ficado até contra a volta do futebol e voltou depois dos flamenguistas aos treinos.

No jogo de ida, o Flamengo já havia protagonizado a lamentável cena de levar convidados ao Maracanã, o que gerou uma multa à administradora da arena. É importante ressaltar que o erro de o estádio ter tido público na final da Libertadores entre Santos e Palmeiras não justifica as tentativas de passar por cima da lei agora. O ditado é famoso: um erro não justifica o outro.

O time do Ninho do Urubu já mostrou que não está muito preocupado com a gestão de sua imagem. Além de lutar contra a ciência, a diretoria não pensou duas vezes em aliar a sua marca a uma das empresas mais negacionistas do país: a Havan. No ano passado, o Flamengo também foi à Justiça para tentar mudar o mando da final horas depois de perder o sorteio. O detalhe é que o regulamento foi assinado por todos os participantes, mas passou a não "valer mais" quando o resultado foi diferente do esperado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL