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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras faz jogo estratégico na altitude e ganha "casca" na Libertadores

Raphael Veiga comemora seu gol pelo Palmeiras contra o Del Valle, pela Libertadores - Cesar Greco
Raphael Veiga comemora seu gol pelo Palmeiras contra o Del Valle, pela Libertadores Imagem: Cesar Greco
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

11/05/2021 23h23

Não foi um jogo tecnicamente muito bom, mas o Palmeiras foi praticamente perfeito no aspecto tático, conseguiu travar quase todas as ações do Independiente del Valle e se classificou com antecedência para o mata-mata da Libertadores com a vitória por 1 a 0 desta terça-feira (11), a quarta consecutiva na competição.

Abel Ferreira deixou clara a sua estratégia, armou uma equipe extremamente fechada, com o objetivo de evitar desgaste na altitude do Equador e teve sucesso. Os donos da casa quase não conseguiram criar oportunidades, e Weverton pouco tocou na bola. Ofensivamente, a equipe também fez pouco, mas ficou claro que a ideia era essa mesmo: jogar por uma bola.

A equipe começou nervosa, com Felipe Melo e Patrick de Paula sendo amarelados logo no primeiro tempo, e conseguiu acalmar com o gol de pênalti marcado por Raphael Veiga, após arrancada e falta sofrida por Luiz Adriano. A ideia era que Rony fosse a válvula de escape no menor sinal de erro do Del Valle.

No segundo tempo, o Palmeiras recuou ainda mais e nitidamente evitava o desgaste. Com praticamente 10 atletas no seu próprio campo, a equipe se fechou ainda mais com a substituição de Luiz Adriano por Danilo Barbosa. O jogo virou praticamente um treino de defesa contra ataque, com o time brasileiro resistindo da maneira que conseguia, enquanto os donos da casa abusavam dos chutes de longe.

Abel Ferreira, que normalmente mexe bastante no time, deixou as substituições no segundo tempo para o final. A estratégia foi mantida. Danilo Barbosa, Felipe Melo e Danilo, que entrou no lugar de Patrick de Paula, ficaram à frente da zaga, que também tinha três atletas: Gustavo Gómez, Luan e Renan. A única alternativa dos equatorianos eram bolas alçadas na área e mais chutes à distância.

A vitória não é das que serão lembradas pelo aspecto técnico, especialmente depois do show que havia sido o primeiro encontro entre eles, no 5 a 0 em São Paulo, mas é extremamente fundamental para uma equipe que precisa enfrentar dificuldades diferentes na Libertadores para amadurecer em busca do tricampeonato.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL