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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras sofre mais do que devia, mas encaminha vaga na Libertadores

Rony comemora um de seus gols pelo Palmeiras contra o Defensa y Justicia pela Libertadores - Marcos Brindicci - Pool/Getty Images
Rony comemora um de seus gols pelo Palmeiras contra o Defensa y Justicia pela Libertadores Imagem: Marcos Brindicci - Pool/Getty Images
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

04/05/2021 23h23

Em condições normais, o Palmeiras é melhor que o Defensa y Justicia, tem mais história no continente, mais estrutura e mais investimento. Considerando apenas esse cenário, o Alviverde já deveria vencer os argentinos sem tantas dificuldades. Levando em conta todos os desfalques dos hermanos por covid, então... São quase 20 ausências!

A verdade é que na trajetória da Libertadores é normal até mesmo que os campeões sofram para vencer times mais fracos, mas os palmeirenses precisam entender que o nível de exigência depois do título na última temporada estará sempre lá em cima.

Com a mesma base que levantou a taça no ano passado, o Palmeiras poderia apresentar um nível de futebol melhor do que hoje e até mesmo na estreia, diante do Universitário do Peru. E os 5 a 0 em cima do Independiente Del Valle estão aí para provar exatamente isso.

É importante destacar que as dificuldades inesperadas não apagam os méritos desta equipe. Que isso não diminui o feito de o Alviverde em mais um ano consecutiva sobrar na fase de grupos da competição (em pontos) e de já encaminhar mais uma vaga para o mata-mata com 100% de aproveitamento em três.

Mas todos os méritos não blindam o time de críticas, especialmente com a estratégia (acertada) de jogar o Paulista com time B ou C. Hoje, o primeiro tempo palmeirense foi de dar sono. No segundo tempo, Luiz Adriano brilhou como camisa 10, e Rony, como camisa 9. A tabelinha dos dois é uma das coisas que têm evoluído neste início de temporada, assim como o sistema de 3-5-2, especialmente com Renan, garoto que já mostrou ter plenas condições de assumir a titularidade da zaga.

Com a vitória parcial por 2 a 0, o time recuou demais e passou a aceitar a pressão do fragilizado Defensa y Justicia. Depois de sofrer o primeiro, os argentinos passaram a pressionar de qualquer jeito e assustaram mais do que deviam. Assim como já virou costume, a comissão técnica de Abel Ferreira também ficou mais nervosa do que devia, com direito a mais uma expulsão.

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