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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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Rivais em semi, Bahia e Fortaleza colhem frutos por mudanças na gestão

Castelão será o palco da semifinal da Copa do Nordeste neste sábado (24) - Alexandre Vidal/CRF
Castelão será o palco da semifinal da Copa do Nordeste neste sábado (24) Imagem: Alexandre Vidal/CRF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

24/04/2021 04h00

A semifinal da Copa do Nordeste das 20h30 de hoje (24), marcada para 20h30, promove o encontro de dois times que buscam o protagonismo na competição regional. Bahia e Fortaleza passaram por reestruturações recentes em diversos departamentos e têm sido avaliados positivamente pela gestão.

Um estudo publicado em 2020 pelo Itaú BBA apontou que o futebol brasileiro pode passar por grandes mudanças nos próximos anos, com clubes que contam com gestões responsáveis ganhando cada vez mais espaço no país. Os dois foram duas das equipes que apareceram como promissoras pela organização econômico-financeira que apresentaram.

Depois de voltar à elite em 2018, o Fortaleza se firmou com títulos do Campeonato Cearense de 2019 e 2020 da Copa do Nordeste de 2019. O clube nunca havia ficado tanto tempo na primeira divisão. Já o Bahia acumulou, nos últimos anos, um tricampeonato estadual e está na elite do Brasileirão desde 2017, ano em que conquistou a Copa do Nordeste.

Os dirigentes das duas equipes admitem que se espelham uma na outra, como conta o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz. Os destaques são o planejamento estratégico e a profissionalização de diversas áreas, com remuneração de dirigentes e processos implantados em empresas, como compliance.

"O Bahia, com seus últimos presidentes, praticou uma gestão moderna e responsável, que se aproximou muito do torcedor, algo que sempre buscamos no Fortaleza também. É um clube que tem tido administração inteligente e podemos aprender muitas coisas juntos", afirmou. "O clube vive uma situação estável. O segredo é gerar novas receitas diariamente em busca de equilíbrio. A pandemia impôs novos obstáculos, e a ideia é fazer tudo de uma maneira racional e com os pés no chão", completou.

No Bahia, a gestão de Guilherme Bellintani é considerada uma das mais transparentes do país e exemplo por se recuperar de um endividamento que antes correspondia a mais que o dobro de sua arrecadação. Além do arrecadamento com os direitos de transmissão que aumentou nos últimos anos, a receita proveniente do seu torcedor também cresceu, com direito até a fabricação própria do seu uniforme.

"O clube tem uma gestão administrativa e financeira que é exemplo para todo o país. O compromisso social que o Bahia tem também é algo que chama a atenção de todos nós, sem dúvida. É uma equipe com pessoas no comando que estão sempre cientes com o que acontece na cidade, no país e no mundo. E isso reflete no trabalho dos profissionais que estão aqui, no comprometimento de todos nós. Não apenas participamos, mas também estamos comprometidos com as causas do Bahia", explicou Júnior Chávare, gerente de futebol do tricolor baiano.

Além dos dois, o Ceará é outro exemplo boa gestão no Nordeste. Assim como Fortaleza e Bahia, os dois têm sido destaques em ações de marketing pela capacidade de mobilizar a população local. A equipe de Guto Ferreira, inclusive, está classificada para a Sul-Americana após o bom Brasileiro do ano passado, assim como o Bahia.

A Copa do Nordeste, administrada pela Live Mode, também se destaca por inovações na área do marketing, com pay-per-view próprio, transmissão em diferentes plataformas como Twitch e Tik Tok e melhora na arrecadação de patrocinadores.