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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras fica nervoso além da conta, sofre com arbitragem e perde título

Rony, do Palmeiras, durante a partida contra o Defensa y Justicia, pela Recopa Sul-Americana - Cesar Greco / Palmeiras
Rony, do Palmeiras, durante a partida contra o Defensa y Justicia, pela Recopa Sul-Americana Imagem: Cesar Greco / Palmeiras
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

15/04/2021 00h20

Em jogo que apresentou mais nervosismo do que pedia a ocasião, o Palmeiras parou no Defensa y Justicia nos pênaltis e ficou apenas com o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana. A equipe não soube aproveitar a expulsão do adversário na prorrogação e desperdiçou até penalidade máxima no tempo extra. Com uma queda de produção considerável em relação ao que apresentou diante do Flamengo, na Supercopa do Brasil, o time de Abel Ferreira também se prejudicou pela péssima arbitragem.

O uruguaio Leodán Gonzalez teve atuação horrível e só não prejudicou mais a equipe de Palestra Itália pela ajuda do VAR, que o ajudou a marcar dois pênaltis claros. Pensando apenas dentro de campo, por conta de um nível de futebol apresentado inferior ao que se viu no domingo, o Alviverde não soube aproveitar a vantagem que teve ao abrir o placar e a situação só piorou após o empate dos argentinos e com a expulsão de Matias Viña.

Agora, com o segundo título perdido em quatro dias, o time de Palestra Itália precisa se concentrar novamente no Paulista, campeonato que disputa até o meio do mês que vem, quando começa o Brasileirão, e a Libertadores, que tem a fase de grupos começando na semana que vem.

O jogo começou com a escalação que quase toda a torcida clamava: saída de Felipe Melo e Zé Rafael para a entrada de dois garotos. Os escolhidos foram Danilo e Patrick de Paula e a expectativa era de um meio-campo mais móvel, com mais pegada na hora de marcar e saída mais qualificada.

Isso só aconteceu no primeiro quarto do jogo, inclusive com o Alviverde abrindo o placar com pênalti marcado pelo VAR em cima de Rony. Depois, o time se perdeu. Não só pelas bolas que passavam com tranquilidade pelo setor, mas também por insegurança da defesa. Gustavo Gómez, que normalmente é das referências, mostrou estar um pouco atrás do ritmo ideal. Foi em cima dele que nasceu o gol de empate do Defensa.

No segundo tempo, os erros de arbitragem que já se acumulavam desde a primeira etapa contra o Palmeiras deixaram os atletas brasileiros completamente instáveis. Com razão, os palmeirenses reclamaram de lances como a tapa na cara de Patrick de Paula que passou impune, um pênalti em Rony que não foi marcado ou até uma falta de Wesley que não existiu e acabou marcada, impedindo um lance com chance clara de gol.

Para piorar, Matias Viña cometeu erro grave ao revidar uma falta não marcada com um chute em cima do adversário. O certo seria uma falta marcada em cima do uruguaio, mas o erro do juiz não justifica a agressão cometida pelo lateral que acabou justamente expulso.

A alternativa foi o Alviverde se fechar do jeito que podia. Felipe Melo e Alan Empereur entraram nos lugares de Patrick de Paula e Gabriel Verón, que acabara de entrar e sentiu uma lesão em arrancada. O jogo, então, passou a ser os brasileiros tentando controlar a posse, com os argentinos atacando de qualquer maneira. Praticamente no último lance o Defensa conseguiu a virada.

Na prorrogação, o Palmeiras teve a chance de empatar a partida e voltar a ser campeão sem a necessidade de pênaltis, mas Gustavo Gómez errou a cobrança de pênalti que novamente só existiu pela ajuda do VAR. No segundo tempo, na substituição extra, Abel optou por colocar Luiz Adriano, que pouco fez.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL