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Danilo Lavieri

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mesmo derrotado, Ulsan mostra mapa da mina para o Palmeiras contra o Tigres

Gignac comemora gol marcado com a camisa do Tigres sobre o Ulsan pelo Mundial de Clubes - adi El Assaad - FIFA/FIFA via Getty Images
Gignac comemora gol marcado com a camisa do Tigres sobre o Ulsan pelo Mundial de Clubes Imagem: adi El Assaad - FIFA/FIFA via Getty Images
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

04/02/2021 12h57

Mesmo sendo derrotado hoje (4) nas quartas de final do Mundial de Clubes, o Ulsan, da Coreia do Sul, deu o mapa da mina para o Palmeiras explorar quando enfrentar o Tigres no próximo domingo, pela semifinal da competição. O time do México é lento e sofre muito com toques rápidos e velocidade pelas pontas.

Foi assim que os asiáticos mais levaram perigo contra o rival. Mesmo com a derrota por 2 a 1, os coreanos surpreenderam com um time com uma organização tática disciplinada a maior parte do tempo e que explorava triangulações e uma intensidade na transição.

Quando tinha a bola nos pés, o Tigres mostrava que tinha mais qualidade técnica, mas a intensidade e a velocidade ficaram abaixo do ideal. Resta saber se esse foi um problema pontual dessa partida ou uma característica normal da equipe. É provável que haja evolução para enfrentar os brasileiros.

O Palmeiras tem um estilo de jogo que pode se encaixar bem com os mexicanos. A equipe de Abel tem como ponto forte uma marcação intensa, especialmente no seu próprio campo, e uma saída rápida quando rouba a bola. É o tal futebol reativo. Rony poderá ser uma válvula de escape interessante, assim como as subidas de seus dois laterais, acionados pelos meio-campistas.

No segundo tempo, com a vitória no placar, a alternativa mexicana foi se fechar, congestionar a intermediária defensiva e tentar sofrer menos. E aí faltou a individualidade para os coreanos tentarem surpreender.

Tanto Tigres quanto o Ulsan ainda mostraram pontos fracos em jogadas aéreas, mas esse também é um problema apresentado às vezes pelos palmeirenses. Gignac à frente é a grande referência, tem muito poder de finalização, mas não impressionou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL