PUBLICIDADE
Topo

Danilo Lavieri

Apesar do susto, Abel entra para a história do Palmeiras em apenas 20 jogos

Abel Ferreira faz anotações durante treino do Palmeiras na Academia de Futebol - Cesar Greco
Abel Ferreira faz anotações durante treino do Palmeiras na Academia de Futebol Imagem: Cesar Greco
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

13/01/2021 11h58

Apesar do susto de ontem com o pior jogo de sua trajetória no Palmeiras, Abel Ferreira já conseguiu marcar o seu nome na história do clube em apenas 20 jogos, com 13 vitórias, quatro empates e três derrotas. No final, se classificar mesmo com o atropelamento que sofreu no Allianz Parque mostra como a vitória por 3 a 0 no jogo de ida foi gigantesca e ela foi fruto de uma estratégia muito bem pensada pela comissão e melhor ainda executada pelos atletas.

O português é apenas o quarto comandante na história do Alviverde que consegue chegar à final da Libertadores. Antes dele, os que conseguiram o feito foram o argentino Armando Renganeschi, em 1961, o também argentino Alfredo Gonzalez, em 1968, e Luiz Felipe Scolari em 1999 e 2000. Vários outros grandes técnicos construíram times inesquecíveis, mas nunca atingiram esse estágio na competição sul-americana.

A espera de 21 anos para conseguir ir a uma decisão de novo mostra o tamanho do feito alcançado por Abel Ferreira. O português é também o 4º técnico europeu a chegar a uma decisão da competição sul-americana, como mostrou o blogueiro do UOL Rodolfo Rodrigues.

O técnico assumiu um Alviverde com um elenco com qualidade, mas que não conseguia fazer boas partidas mesmo quando vencia. Tão logo ele entrou, o time passou a apresentar um futebol mais organizado e ao menos convencia quando vencia os mais fracos, fato que não acontecia antes de sua chegada.

Os próprios jogadores deram entrevistas mostrando a evolução do ambiente e do futebol. Zé Rafael e Gustavo Scarpa foram dois exemplos, sendo que esse último foi ainda mais enfático afirmando que finalmente os atletas sabiam o que precisavam fazer quando entravam em campo.

Antes do jogo trágico de ontem, o Palmeiras ainda não tinha sofrido dois gols no Allianz Parque sob o comando de Abel. Diante do River, no entanto, essa marca caiu e não virou tragédia por pouco. O técnico admitiu que seu time esteve muito mal, citou o aspecto anímico e ainda manteve a sua característica de dar boas coletivas com boas análises.

A que mais chama a atenção é a que ele admite que Gallardo é um treinador melhor do que ele, assim como os atletas do time argentino são mais experientes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.