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Danilo Lavieri

Palmeiras perde intensidade e levanta questão: não é hora de poupar?

Abel Ferreira comanda o Palmeiras durante partida contra o Delfín, pela Copa Libertadores - Marcello Zambrana/AGIF
Abel Ferreira comanda o Palmeiras durante partida contra o Delfín, pela Copa Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

24/12/2020 04h00

A principal marca de Abel Ferreira desde a sua chegada foi a intensidade que os atletas passaram a colocar em cada jogo do Palmeiras. Atletas encostados que não ficavam nem no banco, outros que estavam em uma lista de possíveis moedas de troca, garotos da base que tinham poucas chances... Todos reagiram de maneira surpreendente após a troca de comando. E nos últimos jogos isso mudou. O próprio comandante admitiu em coletiva de imprensa.

Contra o América-MG ontem, diante do Internacional no último fim de semana, nos dois duelos contra o Libertad, um dos piores times da primeira fase da Libertadores, e contra o Santos, há duas semanas, o Alviverde desempenhou muito menos do que fazia quando fez seu torcedor se empolgar.

A mudança levanta algumas suspeitas e a principal delas é a maratona. Será que não é hora de poupar contra o Red Bull no domingo? O Palmeiras tem, sim, elenco para fazer mudanças e tentar manter um nível competitivo aceitável, mas não é como era em 2018, quando jogou o Brasileirão com os reservas e conseguiu ser campeão.

O elenco teve recentemente saídas importantes, como as de Dudu, Bruno Henrique e Vitor Hugo, que eram opções melhores do que as que Abel Ferreira tem em mãos agora. Isso para citar só o exemplo desses três.

É verdade que mesmo abaixo do que produziu no início da trajetória do português, o Palmeiras ainda produz mais do que produzia com Vanderlei Luxemburgo, mas esse nível de apresentação não seria o suficiente para passar do River Plate na semifinal da Libertadores.

O Alviverde precisa decidir qual é a sua prioridade e passar a poupar alguns de seus atletas em momentos menos importantes. É claro que ter uma vaga na Libertadores é fundamental para o planejamento de 2021 e isso significa ficar pelo menos entre os seis primeiros colocados do Brasileirão ou ser campeão de uma das copas.

Para a primeira opção, é possível imaginar o Palmeiras vencendo Red Bull e Sport, os próximos adversários no Nacional, mesmo com time misto. Mas é possível imaginar o Alviverde desbancando o River Plate na semifinal da Libertadores sem 100% de sua capacidade? Caso elimine o América-MG, será possível chegar na final da Copa do Brasil e vencer Grêmio ou São Paulo sem ter seus atletas na melhor forma física possível?