PUBLICIDADE
Topo

Danilo Lavieri

Na primeira vitória de Ceni, Flamengo poderia ter feito placar histórico

Rogério Ceni comanda o Flamengo contra o Coritiba em jogo do Brasileirão - Thiago Ribeiro/AGIF
Rogério Ceni comanda o Flamengo contra o Coritiba em jogo do Brasileirão Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

21/11/2020 20h51

A primeira vitória de Rogério Ceni no comando do Flamengo finalmente veio. Diante do Coritiba, a equipe do Rio de Janeiro deixou o Maracanã com um 3 a 1 que, no fim, foi muito pouco pelo domínio dos donos de casa.

O ritmo do primeiro tempo foi impressionante. Bruno Henrique perdeu uma chance depois de conseguir driblar o goleiro e acertou a trave em jogada ensaiada com Arrascaeta. A trave foi acertada mais uma vez, e Wilson fez mais defesas difíceis. Foram 12 finalizações flamenguistas contra quatro dos paranaenses, sendo que nenhuma delas foi no gol.

Nos primeiros 45 minutos, não deu nem para falar se o sistema defensivo do Flamengo melhorou ou não, porque praticamente não foi exigido. O Coritiba viajou para o Rio de Janeiro com a proposta de jogar no contra-ataque e tomou gol de contra-ataque. Difícil explicar. A entrevista de Wilson no intervalo foi um misto de indignação e desespero.

No segundo tempo, o domínio continuou. Se a esperança do torcedor do Coritiba era tentar uma reação, ele deixou o segundo tempo ainda mais desapontado. Sua equipe só finalizou uma vez e foi para fora. Enquanto isso, aos 40 minutos do 2º tempo, os flamenguistas já tinham finalizado mais 11 vezes. O SofaScore, que é um site especializado em estatísticas, apontava que das 23 finalizações feitas até então, 13 foram consideradas grandes oportunidades.

O Coritiba ainda diminuiu no último ato do jogo, mas é provável que os torcedores já tivessem até desligado a televisão.

Apesar da fragilidade do adversário, a vitória é fundamental para que Rogério Ceni melhore o psicológico do jogador. O técnico falou sobre esse problema no meio da semana, na eliminação diante do São Paulo, e precisava ver uma reação imediata de seus comandados. Na terça, os cariocas estarão na Argentina disputando a primeira partida das oitavas de final da Libertadores diante do Racing.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.