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Danilo Lavieri

Lesão de Neymar reacende velha rixa entre seleção brasileira e PSG

Neymar sentiu lesão durante a partida entre Istanbul e PSG, pela Liga dos Campeões - Getty Images
Neymar sentiu lesão durante a partida entre Istanbul e PSG, pela Liga dos Campeões Imagem: Getty Images
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

30/10/2020 13h18

Com João Henrique Marques, do UOL, em Paris

A velha tensão entre PSG e seleção brasileira ganhou um novo capítulo durante esta semana com a lesão de Neymar. Hoje (30) foi a vez do técnico Thomas Tuchel afirmar em coletiva de imprensa que o certo seria o atleta não atuar na próxima data Fifa, por mais duas rodadas das Eliminatórias da Copa.

Com lesão no adutor esquerdo, ele vai desfalcar o time francês por pelo menos três partidas, mas segue convocado por Tite para os jogos contra Venezuela e Uruguai. Pessoas próximas ao jogador afirmaram ao blog que ele continua na lista porque já apresentou no passado um tempo de recuperação após lesões melhor do que a média.

Ele é considerado essencial para o estilo de jogo armado pela seleção e o jogo contra o Uruguai é classificado como um dos mais importantes da competição por uma vaga no Qatar 2022. O departamento médico da seleção mantém contato regular com o do PSG e poderá decidir pelo corte mais para frente caso o atleta não apresente evolução.

Tuchel deixou clara a sua insatisfação em coletiva de imprensa afirmando que "o normal seria ele voltar só após a pausa". Ainda há incômodo com a situação nos bastidores da equipe francesa. O atacante chegou extremamente desgastado após a última convocação e já desfalcou a equipe na partida contra o Nimes, pelo Francês, por conta disso.

Episódios do passado também são lembrados no PSG. Pouco antes da Copa do Mundo, Neymar teve uma lesão no quinto metatarso e poderia seguir dois estilos de tratamento. Ele optou por viajar ao Brasil para operar com o médico da seleção para ter mais chances de jogar na Rússia em 2018 e acabou desfalcando o time francês por um período maior do que o planejado por eles.

Depois do Mundial, ele ainda participou de amistosos com a seleção, voltou com alto índice de desgaste e também precisou ser poupado de partidas oficiais do PSG. Vale lembrar que, recentemente, Jürgen Klopp criticou Tite por convocar Fabinho e não dar chances para que o meio-campista atuasse com frequência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.