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Danilo Lavieri

Bruno Henrique merece sair do Palmeiras elogiado e não criticado

Bruno Henrique levanta o troféu do Campeonato Brasileiro 2018 conquistado pelo Palmeiras - Alê Cabral/Agif
Bruno Henrique levanta o troféu do Campeonato Brasileiro 2018 conquistado pelo Palmeiras Imagem: Alê Cabral/Agif
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

12/10/2020 15h01

Anunciado hoje pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, Bruno Henrique teve uma passagem que merece mais elogios do que críticas com a camisa do Palmeiras.

Claro que o meio-campista caiu de rendimento nos seus últimos meses, mas qual jogador não teve uma queda de produção durante esta temporada?

Capitão do deca, ele teve o seu melhor ano em 2018, quando entrou até no radar de Tite para a seleção brasileira. E olha que a posição de meio-campista é uma das mais concorridas da amarelinha. Na ocasião, também ganhou prêmios individuais e conseguiu, pelo menos por aquele ano, fazer a torcida palmeirense esquecer seu passado corintiano.

Bruno ainda resistiu a ameaças de torcedores contra ele e contra seus familiares. Basta lembrar que sua família precisou de ajuda para não apanhar após um jogo contra o Athletico em Curitiba. Ainda há o episódio de intimidação sofrido por ele e sua mulher em São Paulo. Esse tipo de notícia é tão recorrente no futebol brasileiro que até esquecemos quão absurda ela é.

O meio-campista tem alguns números que comprovam que ele teve ótimos momentos com a camisa palmeirense. Com 28 gols marcados somando todas as competições, Bruno Henrique deixa o clube entre os cinco maiores volantes goleadores da história do Palmeiras, atrás de Zequinha (40), Marcos Assunção (31), Dudu (29) e Magrão (29).

Se conseguisse balançar as redes mais uma vez, Bruno ainda entraria para o top 100 de artilheiros palmeirenses. No atual elenco, ele só estava atrás de Willian Bigode. Com 101 vitórias, ele ainda está entre os mais vitoriosos do século XXI

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.