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Corinthians x Palmeiras: guerra de bastidores foi melhor que primeiro jogo

Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

05/08/2020 23h35

O jogo entre Corinthians e Palmeiras nesta quarta-feira (5) não empolgou nenhum torcedor. Foi muito mais legal acompanhar ao pré-jogo, com a guerra de bastidores entre as diretorias, do que assistir aos 90 minutos disputados na Arena em Itaquera que terminou em 0 a 0. Sorte que nenhum torcedor precisou pagar ingresso.

Depois de briga pelos testes de Covid-19, discussão sobre a arbitragem, alfinetadas de diretoria, encontro com torcedores em cada CT... Todo mundo esperava um clássico eletrizante nessa primeira partida da final do Paulista, mas o que vimos foi um jogo morno, com pouca criatividade e bem tranquilo para qualquer narrador. Dá-lhe chutão para cima!

Os momentos de maior perigo, é verdade, foram do Corinthians. Ramiro e Matheus Vital fizeram Weverton, o goleiro do Palmeiras, trabalhar bem duas vezes, mas foi só. Gil e Avelar levaram a melhor em todos os duelos com Luiz Adriano, que batalhou sozinho por alguma oportunidade, e Cássio fez defesas, mas nenhuma que exigisse muita técnica do goleiro de Copa do Mundo. Luan teve lampejos, mas nada perto para justificar a esperança que sua contratação gerou nos corintianos.

Do outro lado, Patrick de Paula teve momentos de personalidade, mostrou que não sentiu o peso de jogar um dérbi em uma final, mas também não dá para esperar que ele faça o papel de camisa 5, 8 e 10 de um time que sofreu novamente para criar. Zé Rafael entrou unicamente para incomodar a vida de Fagner, e Rony quase não ganhou um duelo com Carlos Augusto. No segundo tempo, Willian, Bruno Henrique, Gustavo Scarpa e Angulo entraram, mas não mudaram muita coisa.

Até sábado, devemos acompanhar um bastidor mais calmo, uma vez que esta quinta-feira será marcada por testes de Covid-19. A arbitragem não comprometeu nesta primeira partida e não deve ser tema para o segundo jogo. Resta torcer para que o jogo de sábado tenha um pouco mais de emoção. Se não tiver, restará ao torcedor morrer do coração acompanhando aos pênaltis.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.