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Pierre vira empresário e vai trabalhar em empresa que agencia "São Marcos"

Pierre, ex-volante de Palmeiras, Atlético-MG e Fluminense, vai virar empresário - Rivaldo Gomes/Folhapress
Pierre, ex-volante de Palmeiras, Atlético-MG e Fluminense, vai virar empresário Imagem: Rivaldo Gomes/Folhapress
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

15/07/2020 16h39

Volante bastante conhecido especialmente pelas torcidas de Palmeiras, Atlético-MG e Fluminense, Pierre vai virar empresário. Depois de praticamente dois anos longe dos gramados, o ex-jogador resolveu voltar ao esporte, mas sem a responsabilidade de precisar ficar concentrado, viajar e seguir o corrido calendário do futebol.

Em entrevista ao blog, Pierre revelou que teve convites para trabalhar mais próximo ao campo, mas que a rotina que precisou seguir por praticamente 20 anos como jogador o fez preferir atuar na gestão de carreira.

Ele vai trabalhar na Dodici Sports, que atua no mercado desde 2012 com figuras conhecidas como o ex-goleiro Marcos e Luiz Felipe Scolari. A empresa ainda faz trabalhos na área de marketing esportivo e já fez parceria até com Neymar para campanhas publicitárias. No Japão, a empresa é representante exclusiva em negócios com o Cerezo Osaka.

"Logo depois de parar, quis me desligar de tudo, curtir a família e me dedicar para as minhas filhas. Neste tempo, fiquei pensando o que fazer, recebi convites para ser gerente, auxiliar técnico, até comentarista me chamaram. Mas não queria essa rotina, de ter que ficar todos os dias no clube, de concentrar, de viajar", afirmou o ex-volante.

Conhecido por sua raça em campo, Pierre faz questão de destacar que não quer ser empresário apenas para representar os atletas nas reuniões com clubes e negociar salários e transferências. O que atrai o ex-jogador é tentar passar seu conhecimento de vida para os atletas que vai gerenciar.

"Assim que falei com o Juan (Brito, sócio da empresa), eu disse que não servia para ser aquele intermediador, o cara que vai ali no clube, faz a negociação, pega a comissão e some. Eu quero gerir a carreira, em todos os setores. A maioria dos atletas vem de família humilde, sem estrutura. Eu não sabia nem emitir uma nota para receber meu salário e, com meu empresário, eu pude aprender a fazer tudo isso e errei menos do que erraria. É isso que eu quero fazer, dar suporte em áreas que são difíceis para quem está começando", completou Pierre.

"Hoje, é diferente daquela época raiz que a gente fala. Naquela época, no início da minha carreira, tinha muito aquela figura do jogador boleirão, aquela brincadeira que jogador que não bebia não sabia jogar. Hoje não é assim. É só profissionalismo", finalizou.