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Franca é tri campeão paulista de basquete

Franca é tri-campeão paulista de basquete - Divulgação/FPB
Franca é tri-campeão paulista de basquete Imagem: Divulgação/FPB
Gustavinho Lima

Gustavinho Lima

Gustavinho Lima é ex jogador, atual supervisor do Corinthians Basquete e apresentador do Diquinta Podcast.

11/11/2020 16h11

O Franca venceu o Paulistano por 70 a 54 e abocanhou seu terceiro título consecutivo estadual na noite desta terça-feira (10).

A camisa pesa! Sabemos que no esporte esse jargão é verdadeiro. Ela não ganha o jogo sozinha, mas quem veste certos mantos parece estar mais habituado a trabalhar sob pressão.

No basquetebol nacional, Franca tem uma das camisas mais pesadas, e não à toa, a cidade é chamada de capital nacional do basquete. Tem histórico, mas também tem um trabalho contínuo para continuar a honrar esse estigma.

Esse ano, no pós pandemia, a equipe passou por uma reformulação, enxugou o elenco e deu mais oportunidade por jovens talentos surgidos nas categorias de base.

O técnico é prata da casa. Helinho, filho do lendário treinador Hélio Rubens Garcia, multi campeão defendendo as cores do interior paulista, soube muito bem escolher as peças com um perfil francano.

Seu homem de confiança é armador Élinho, o cérebro da equipe. É alto e joga de cabeça erguida, tem estilo de jogo europeu. Com ótima visão é o treinador dentro de quadra, dita o ritmo do time e tem com Lucas Dias uma parceria longa e de sucesso. Já é o sétimo troféu que a dupla conquista junta (4 paulistas, 1 NBB, 1 Sulamericano e 1 da Copa Super 8).

Lucas é um dos jogadores mais decisivos do Brasil. Ontem o craque de 2.07m foi o cestinha e eleito MVP (jogador mais valioso) da final. Anotou 19 pontos, pegou sete rebotes, distribuiu três assistências e deu três tocos.

Franca também "repatriou" André Goés, que na última temporada, jogando pelo Mogi esteve entre os três candidatos a MVP do NBB. Goés esbanja versatilidade e ontem deixou 17 pontos, (4/5 nos arremessos de 3) 7 assistências e 6 rebotes.

O Paulistano, com um elenco jovem e muito bem montado pelo treinador Régis Marrelli, fez ótima campanha e derrubou o poderoso Bauru na semifinal. Mas não conseguiu segurar o embalado Franca, que já vinha de ótima vitória sobre o favorito São Paulo.

Não dá nem tempo de comemorar. Franca enfrenta o Corinthians na primeira rodada do NBB nesta quinta-feira (12).

O alvinegro paulista tem um francano no comando da sua equipe. Demétrius Ferraciú, como todo bom francano, tem o basquete no sangue. Ex armador de seleção brasileira, como técnico no Parque São Jorge escolheu como seus principais jogadores justamente dois organizadores com características parecidas com as que o técnico tinha quando jogava.

Ricardo Fisher e Gegê atuam na posição 1 (armador). São o que, em outro jargão do basquete, põem a bola de baixo do braço e orientam os companheiros. Ricardo é mais pontuador e já foi eleito melhor jogador da posição pelo NBB. E Gegê sempre está situado entre os recordistas de assistências da liga, além de ser o único jogador a ser penta campeão do NBB.

Os dois serão a cabeça desse Corinthians, que, esse ano, mudou a proposta em função da pandemia, tem um plantel reduzido e apostou suas fichas na juventude, mas que, dentro das quatro linhas, também tem uma camisa que pode pesar.

Abertura

No dia inaugural do NBB os times de camisa mostraram seu peso!

Fortaleza bateu o Campo Mourão por 74 a 61, com 21 pontos do cestinha Holloway. Lucas Bebê estreou no campeonato e contribuiu com nove pontos além de cinco rebotes, cinco assistências e dois tocos.

Atual campeão do NBB, o Flamengo, mordido pela derrota na final da Champions League, imprimiu um ritmo muito forte e atropelou o Minas Tênis Clube, um dos candidatos ao título. O time de Gustavo de Conti foi muito intenso nos dois lados da quadra e venceu por 102 a 68, com seis jogadores pontuando acima dos dois dígitos.

O time mineiro estava desfalcado de três peças importantes, entre elas o norte-americano David Jackson, um dos principais nomes atuando em território nacional. Todavia, um resultado tão elástico assim é totalmente atípico e inesperado para uma equipe montada para disputar o caneco.

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