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Sem Caixa, o momento difícil de NBB e LBF na busca por patrocinador

Divulgação
Imagem: Divulgação
Fábio Balassiano

Por aqui você verá a análise crítica sobre tudo o que acontece no basquete mundial (NBB, NBA, seleções, Euroliga e feminino), entrevistas, vídeos, bate-papo e muito mais.

18/03/2020 05h15

Na segunda-feira à tarde a Liga Nacional publicou um texto agradecendo à Caixa Econômica Federal pelos 4 anos de patrocínio à entidade que organiza o NBB. Na seguida, o Demétrio, aqui do lado, escreveu que a não renovação do contrato também afeta a Liga de Basquete Feminino, que também permaneceu com a Caixa nos últimos quatro anos.

Se é verdade que a notícia tem um impacto maior na LBF que no NBB (a Liga Feminina tem menos linhas de receita que a masculina e o impacto é gigante neste sentido), não há como negar que a saída de um patrocinador-máster seja absurdamente sentida. Por alguns motivos: o valor era altíssimo (5,5MM para o NBB e 2,5MM para a LBF), o cenário econômico mudou de quatro anos pra cá (e para muito pior), nenhuma empresa estatal parece disposta a injetar dinheiro no esporte e, pra piorar as coisas, o coronavírus está aí e o mundo INTEIRO está com o pé no freio em qualquer coisa que seja relacionada a patrocínio.

De verdade ninguém, agora, vai querer sentar para conversar sobre um aporte financeiro a uma modalidade esportiva. Todos os orçamentos das empresas estão sendo revisados para este ano, que dirá o de 2021 em diante. Ainda não há projeções econômicas porque, sabemos, o surto do coronavírus ainda está longe de estar estancado. Quem estava já em conversas, ou tratativas, com Liga Feminina e NBB muito provavelmente apertou o botão do "pausa" para retomar posteriormente.

É com esse cenário que LBF e Liga Nacional de Basquete precisam correr atrás para garantir que a próxima temporada, seja lá quando ela comece devido a chegada do coronavírus, aconteça na mais perfeita ordem. Os dois produtos são bem administrados, mas além do que mencionei acima, em relação a fatores de fora do esporte, há o fato de seleção feminina não ter se classificado para as Olimpíadas e o NBB possuir uma falta de renovação e de carisma incríveis em suas principais estrelas. Como convencer as empresas a investir dinheiro em um cenário econômico desfavorável e em produtos que, embora com credibilidade, não estão no melhor momento possível de seu ciclo de vida?

Não acho impossível que tanto Liga de Basquete Feminino quanto Liga Nacional consigam patrocinadores porque são bem administradas e possuem bons gestores nas áreas comerciais, mas com um cenário pouco convidativo a assinatura de um contrato, de longo prazo e com boas cifras, me parece um desafio gigante neste momento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL