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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Galo cumpre obrigação para "revanche" com Palmeiras, mas alerta foi forte

Hulk abre o placar para o Atlético-MG contra o Emelec, pela Libertadores - Fernando Moreno/AGIF
Hulk abre o placar para o Atlético-MG contra o Emelec, pela Libertadores Imagem: Fernando Moreno/AGIF
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

05/07/2022 21h23

É claro que os desfalques de Allan, Jair, Keno e Ademir, além de Zaracho voltando agora de contusão, interferem no desempenho de um Atlético Mineiro que já perdera o ajuste fino com a inesperada troca de Cuca por "Turco" Mohamed no comando técnico. Sem contar que a mobilização depois da catarse de encerrar o jejum de 50 anos no Brasileiro, com uma Copa do Brasil de "bônus", já não é mais a mesma.

Nada, porém, justifica o sofrimento do time mineiro para garantir classificação contra o Emelec, um dos adversários mais frágeis das oitavas, se não era o mais fraco. Mesmo sendo o que apanhou de menos do bicampeão Palmeiras que fechou campanha com 100% de aproveitamento na fase de grupos: 3 a 1 em Guayaquil e apenas 1 a 0 no Allianz Parque. Ainda somou oito pontos e garantiu a segunda vaga.

Para resistir em casa, inclusive cobrança de pênalti de Hulk, garantindo o 1 a 1 que manteve os equatorianos vivos para a volta. E ainda venderam caro no Mineirão,

Porque o 4-1-4-1 era executado com setores próximos, muita atenção com Hulk e saída pela esquerda com Pitón, lateral adaptado à segunda linha de quatro, e Cabeza, o único atacante, também aparecendo no setor de Mariano, que ficou mais preso que Guilherme Arana, aproveitando o corredor deixado pela intensa movimentação de Vargas e Rubens pelos flancos. Mais o apoio de Calebe, suportado por Otávio.

Nos primeiros 45 minutos, muita dificuldade para criar, ameaçando mais nas bolas paradas e no único momento em que Hulk teve espaço para finalizar. Na segunda etapa, tensão e aneiedade, substituições empurrando a equipe para frente, especialmente Eduardo Sasha na vaga de Calebe, além da entrada de Zaracho.

Até Vargas cruzar no braço aberto de Guevara. Pênalti que salvou um desempenho muito abaixo do esperado, apesar das ausências importantes. A vibração no Mineirão foi de alívio para o desespero.

Hulk cobrou com precisão dessa vez e igualou Jô como maior artilheiro do clube na Libertadores, com 11. Depois foi administrar, ainda que sem fluência nos contragolpes com os espaços cedidos pelo Emelec apenas no final.

Com 59% de posse, 85% a 70% no acerto de passes, 21 finalizações, 16 de dentro da área; Mas apenas cinco no alvo. Pouco, mas o importante era cumprir a obrigação de se impor e garantir o duelo com o Palmeiras nas quartas.

Disputa com clima de "revanche" da eliminação no gol "qualificado" na semifinal do ano passado e a expectativa da volta de titulares. Ainda a possibilidade de utilizar os contratados, assim como na equipe paulista. Provavelmente será outra realidade no início de agosto, mas o alerta para a necessidade de evolução de desempenho sob o comando de Mohamed foi forte.

(Estatísticas: SofaScore)