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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Alívio e esperança atendem pelo mesmo nome no Flamengo: De Arrascaeta

Arrascaeta em ação pelo Flamengo na partida contra o Cuiabá, válida pelo Campeonato Brasileiro - Thiago Ribeiro/AGIF
Arrascaeta em ação pelo Flamengo na partida contra o Cuiabá, válida pelo Campeonato Brasileiro Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

16/06/2022 09h11

O gol "espírita" de Ayrton Lucas, logo aos cinco minutos, condicionou o jogo contra o Cuiabá no Maracanã, que poderia ter repetido o roteiro do empate sem gols no ano passado, que começou a escancarar as limitações de Renato Gaúcho.

Mas, além da vantagem construída no início que deu confiança e obrigou o adversário a se abrir, Dorival Júnior teve um trunfo que faltou ao antecessor de Paulo Sousa no último confronto entre as equipes.

De Arrascaeta retornou da seleção uruguaia. Desta vez sem tanto desgaste, até por estar lesionado durante a maior parte desta data FIFA "alongada". E com ele o jogo do Flamengo fica mais limpo e fluido, ainda que o camisa 14 não viva uma fase técnica das mais fulgurantes.

No 4-3-3 novamente utilizado por Dorival, Arrascaeta foi o meia pela esquerda, triangulando com Ayrton Lucas e com Bruno Henrique, que saiu com suspeita de lesão séria no frágil joelho direito, depois com o "desligado" Vitinho, que só acertou uma assistência para Everton Ribeiro, que chutou e Walter espalmou no travessão.

O uruguaio também carimbou a trave, no primeiro tempo em cabeçada no cruzamento de Gabigol que era para Bruno Henrique. Na segunda etapa, retribuiu a assistência para o camisa nove, que não entrou impedido, como fez tantas vezes no jogo, por centímetros e definiu os 2 a 0.

Arrascaeta acertou 79% dos passes, quatro deles que proporcionaram bons ataques rubro-negros e finalizou duas das 15 do time. Seis no alvo, duas nas redes. Melhorou na criação e no aproveitamento, porém nos confrontos mais duros que virão será obrigatória uma maior precisão.

E aí a equipe não poderá ser tão dependente de seu principal meia. Até pelo rodízio de faltas que os rivais vêm utilizando para estancar a criação do Fla. Everton Ribeiro terá que ser mais participativo e Andreas Pereira, em suas últimas partidas antes de voltar ao Manchester United, pode ser opção como o meia pela direita no novo triângulo de Dorival. Acompanhou a equipe no crescimento de produção.

Bruno Henrique fará falta como a grande válvula de escape na velocidade, ainda mais no Mineirão contra um Atlético mais aberto, tanto no Brasileiro quanto pela Copa do Brasil. Vitinho e Lázaro não são exatamente confiáveis e Everton Cebolinha é uma negociação ainda a se concretizar.

Ao menos a defesa, com o retorno de Rodrigo Caio na vaga do novamente lesionado David Luiz, deverá estar mais segura. Especialmente pela proteção de João Gomes, mais fixo à frente da retaguarda e novamente líder absoluto dos desarmes, com quatro. Um deles iniciando o ataque do segundo gol. Ainda acertando um passe longo para Gabigol que quase parou nas redes. O jovem volante foi o segundo melhor vestindo vermelho e preto.

Porque o destaque foi o de quase sempre. O alívio, depois de três derrotas seguidas, e a esperança que atendem pelo mesmo nome no Flamengo: Giorgian De Arrascaeta.

(Estatísticas: SofaScore)