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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mais importante que os recordes é a vantagem do Palmeiras na Libertadores

Gustavo Scarpa, do Palmeiras, comemora gol diante do Dep. Táchira, pela Libertadores - Marcello Zambrana/AGIF
Gustavo Scarpa, do Palmeiras, comemora gol diante do Dep. Táchira, pela Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

25/05/2022 12h32

O Palmeiras cumpriu sua missão com louvor. Foi feliz de cair em um dos grupos mais fáceis da história da Libertadores, com um Independiente Petrolero que conseguiu a "façanha" de sofrer 26 gols em apenas seis partidas, mas passou o trator como nenhum outro.

100% de aproveitamento, 25 gols marcados, apenas três sofridos. Com a autoridade de bicampeão sul-americano. Não foi a primeira vez que um favorito pegou um combo de carne assada, mas ninguém alcançou esses números. Logo, há enorme mérito em um trabalho que amadureceu e ganhou repertório ofensivo.

Mas é consenso que no mata-mata começa outra Libertadores. E nada garante o título, nem uma campanha invicta, incluindo a melhor da fase de grupos, como conseguiu o Atlético Mineiro no ano passado. Um pênalti perdido fora de casa, uma chance clara desperdiçada e uma falha grotesca de um zagueiro podem jogar tudo por terra. Mesmo sem derrota.

Ao menos a partir de agora não haverá mais o tal "gol qualificado". E é aí que entra a grande vantagem conquistada pelo time de Abel Ferreira.

O Palmeiras vai decidir todas em casa, a partir das oitavas de final. No Allianz Parque dos 4 a 0 sobre o São Paulo na final paulista, dos 2 a 0 em cima do Athletico na Recopa Sul-Americana. Com uma simbiose entre torcida e time poucas vezes vista, em função da confiança pelas conquistas recentes e também o discurso de Abel, que tomou conta das mentes da maioria dos palmeirenses.

E ainda há a invencibilidade de 18 jogos como visitante, que comprova em números a grande marca dessa equipe: quando mobilizado, compete forte em qualquer estádio. Ou seja, a chance de sempre chegar vivo ou até em vantagem para a volta em casa será enorme.

Esse elenco ainda deve receber contratações no segundo semestre, para equilibrar o nível entre titulares e reservas e até tentar vencer nas três frentes, já que o Brasileiro nessa temporada encurtada pela Copa do Mundo deve ser um enorme perde-ganha, sem que ninguém dispare e inviabilize uma recuperação.

O Palmeiras segue forte em todas as competições, mas o favoritismo na Libertadores é muito cristalino, pelo menos até a grande final. Independentemente dos caminhos que o sorteio apontar. Não porque sobrou no grupo quase embrulhado para presente. Mas pela chance de jogar a vida sempre em casa. Com competência e cultura de vitória, essa vantagem fica ainda maior.