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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Danilo tem quarta mágica no Palmeiras e é rara opção "brasileira" para Tite

Danilo, do Palmeiras, comemora gol marcado contra a Juazeirense pela Copa do Brasil - Cesar Grecco/Palmeiras
Danilo, do Palmeiras, comemora gol marcado contra a Juazeirense pela Copa do Brasil Imagem: Cesar Grecco/Palmeiras
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

12/05/2022 06h56

Danilo começou a quarta-feira sendo acordado pela ligação de Gabriel Menino avisando da convocação para a seleção brasileira. Achou que fosse "trote", porém era a mais pura realidade.

E justa, porque, de fato, o meio-campista do Palmeiras vem atuando em altíssimo nível há algum tempo. Protege a defesa, tem bom passe vertical e ainda aparece para finalizar, como no primeiro gol do time de Abel Ferreira na vitória em Londrina por 2 a 1 sobre a Juazeirense, que garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Completando um dia mágico para o jogador de 21 anos.

Danilo é daqueles jogadores que ocupam uma posição intermediária entre os que atuam no Brasil e na Europa. Ainda está por aqui, pela juventude e também por conta da estabilidade financeira do Palmeiras, que não vai aceitar qualquer proposta por sua joia, mas é do "tipo exportação".

Não é acaso que Tite, ao explicar a convocação, tenha citado o Mundial de Clubes. Na final contra o Chelsea, Danilo mostrou ser capaz de competir em altíssimo nível por mais tempo, até pela juventude. Ainda que defendendo na maior parte do jogo, por conta da estratégia do treinador palmeirense para aquele confronto desigual.

Difícil imaginar Danilo competindo com Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães e Fred nas duas funções de meio-campistas centrais de Tite, mas pode ser solução em uma emergência por lesão.

É jogador de área a área, fundamental para Abel, a ponto de encarar a sequência de jogos do time paulista, ainda mais agora com a grave lesão do reserva Jailson, e manter o bom nível de desempenho.

A torcida em Londrina xingou Tite e pediu por Raphael Veiga. De fato, o meia palmeirense vem se destacando há um bom tempo. Mas este entra no bolo "brasileiro", dentro de uma realidade abaixo da intensidade dos principais centros.

Não dá para se encantar com o ritmo das semifinais da Liga dos Campeões e pedir jogador atuando em uma liga periférica no cenário mundial. É uma coisa ou outra. Ainda mais em um contexto sem jogos contra as melhores seleções europeias.

Danilo é exceção. Porque está aqui, mas logo estará lá.