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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Rocha: Chelsea atropela Juventus em rotação acima do futebol mundial

Callum Hudson-Odoi comemora gol do Chelsea contra a Juventus pela Liga dos Campeões - Action Images via Reuters
Callum Hudson-Odoi comemora gol do Chelsea contra a Juventus pela Liga dos Campeões Imagem: Action Images via Reuters
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

23/11/2021 19h09

O Chelsea entrou no Stamford Bridge para definir a liderança do Grupo H da Liga dos Campeões com Azpilicueta, Marcos Alonso, Mason Mount, Timo Werner e Lukaku no banco, além das ausências de Havertz e Kovacic, por lesão. Ainda perdeu Kanté por problema muscular no primeiro tempo e Chilwell na segunda etapa, com dores no joelho esquerdo.

Mesmo com muitas mudanças, o time de Thomas Tuchel simplesmente atropelou a Juventus. Não só pelos 4 a 0 no placar que alçou a equipe londrina ao topo do grupo, mas principalmente pela imposição física, técnica e tática. Com fluidez e variando propostas e maneiras de marcar. Perde-pressiona sufocante ou organizado atrás em linha de cinco. Rodando a bola ou acelerando e sendo vertical no ataque.

Ainda forte na bola parada, como no primeiro gol, de Trevoh Chalubah, na sobra do escanteio cobrado por Ziyech pela esquerda. Depois intenso, rápido e móvel para criar espaços na Juventus que chegou a se defender com seis na última linha, com os meias abertos McKennie e Rabiot recuando como laterais.

A movimentação do trio ofensivo, formado por Ziyech, Pulisic e Hudson-Odoi, chamou atenção pela dinâmica parecida com a dos titulares Lukaku, Havertz e Mount ou Werner. Um dá o primeiro passe, outro faz a parede e o terceiro infiltra nas costas da defesa, quase sempre em diagonais curtas. E se o atacante recebe aberto, quem chega de trás aparece rapidamente na área para finalizar.

Tudo muito sincronizado, com titulares e reservas, dando a impressão de um trabalho longevo, mas que vai completar 12 meses em janeiro. Sintonia que rendeu um golaço coletivo, com bola de pé em pé até o toque final de Hudson-Odoi. Uma obra-prima!

Reece James fez o segundo em um chutaço. Ala direito que se apresenta toda hora na frente, atacando aberto ou por dentro. Não por acaso é o artilheiro do time na liga inglesa com quatro gols.

No ataque derradeiro, velocidade pela esquerda e assistência de Ziyech e gol de Werner, que entrou no lugar de Pulisic. Para fechar a goleada que teve 54% de posse, 83% de efetividade nos passes e 21 finalizações a sete, oito a dois no alvo. Na prática, um massacre de 90 minutos que impressiona principalmente pelo ritmo. Até na rapidez com que Thiago Silva apareceu para salvar toque por cobertura de Morata no primeiro tempo, na melhor chance da "Vecchia Signora".

Em 50 partidas, o Chelsea não foi vazado em 31. Sofreu apenas um gol em cinco rodadas na Champions e quatro em 12 na Premier League. Mas os Blues não são apenas solidez defensiva. É um trabalho completo, que integra ataque e defesa variando, se movendo. Envolvendo quase sempre os adversários.

A Juventus, que vencera em casa por 1 a 0, volta para casa sem saber o que o atropelou. O Chelsea nos melhores momentos joga mesmo em uma rotação acima do futebol mundial. O brasileiro campeão da Libertadores que se cuide.

(Estatisticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL