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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Argentinos garantem São Paulo, mas arbitragem foi impiedosa com o Vasco

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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

04/08/2021 23h41

A premiação de 3,4 milhões de reais pela classificação para as quartas da Copa do Brasil seria fundamental para o Vasco. Por isso a luta e a escalação de titulares nas duas partidas contra o São Paulo.

Esportivamente, porém, a eliminação e o consequente foco na Série B para subir não são tão ruins para o time cruzmaltino. Lisca terá semanas livres para ajustar a equipe na busca do G-4.

A classificação do São Paulo foi até óbvia e conquistada com duas vitórias. 2 a 0 inquestionáveis no Morumbi, mas em São Januário houve interferências da arbitragem, algumas com auxílio do vídeo. Todas interpretativas. Ou seja, marcáveis, porém questionáveis.

Miranda acertou Leo Jabá com mão no rosto na área são-paulina. Este que escreve marcaria pênalti. No gol anulado de Gérman Cano, a imagem que mostraria o toque com a mão de Juninho não é conclusiva. Por fim, a falta de Léo Jabá em Reinaldo rendeu cartão amarelo de Anderson Daronco, mas o VAR chamou para rever a decisão e o atacante vascaíno acabou expulso. Questão de critério.

Houve ainda, na segunda etapa, um pênalti, também discutível e marcável, não assinalado de Nestor em Galarza e a expulsão de Leandro Castán por um tropeço que tocou por trás em Vitor Bueno. Todas as marcações contra o Vasco. 100%. As interpretações da arbitragem foram impiedosas com o time mandante. Coisa rara.

Tornando impossível o que já era bem difícil, pela qualidade do São Paulo, mesmo muito desfalcado. Mas com Rigoni, que é acima da média do futebol jogado no Brasil. Mais um gol, completando de cabeça cruzamento de Orejuela. Já com o São Paulo aproveitando a vantagem numérica.

Antes, o Vasco jogava até bem, com Ernando cumprindo a função de lateral-zagueiro pela direita e mobilidade interessante na frente. Mesmo perdendo Bruno Gomes ainda no primeiro tempo, lesionado e substituído por Romulo. O equilíbrio tático foi sendo minado pelo desequilíbrio emocional. A desvantagem no confronto já era pesada.

Benítez resolveu com o chute desviado que foi às redes logo no início do segundo tempo. "Lei do ex" com o argentino que agora tem companhia bem mais qualificada. Não fossem os muitos problemas físicos e contribuiria bem mais com sua criatividade na equipe de Hernán Crespo.

O Vasco teve o mérito de lutar até o fim. Mesmo com dois homens a menos e, no final, também sem Lisca, expulso. Ainda diminuiu para 2 a 1 com o chute de Zeca que Liziero acabou marcando contra no rebote. Não havia muito mais a fazer. Agora é concentrar esforços na missão da volta à Série A.

O São Paulo segue firme nas copas e vai respirar o duelo com o Palmeiras pela Libertadores. Mesmo no Z-4 do Brasileiro, o time é forte e competitivo. Terminou com 67% de posse, 90% de efetividade nos passes e 19 finalizações, sete no alvo. 13 desarmes contra nove. Com protagonismo de seus argentinos.

A arbitragem não mancha a vaga nas quartas do mata-mata nacional, mas a mão foi pesada demais com o rival carioca.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL