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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Fluminense cumpre obrigação com lampejos, mas sem consistência

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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

31/07/2021 18h29

Seria um dos grandes vexames da história recente do Fluminense uma eliminação nas oitavas da Copa do Brasil para o Criciúma, campeão do torneio em 1991, mas rebaixado no estadual e disputando a Série C.

O desempenho geral nos 3 a 0 no Maracanã foi melhor que o da partida da ida, até porque seria impossível repetir aquela atuação lastimável e vergonhosa. Mesmo no estado lamentável do gramado, como de costume. Mas a construção do placar se deu através de lampejos.

De intensidade no início da partida para pressionar no campo de ataque e abrir o placar com a ultrapassagem de Egídio para receber de Nenê e colocar na cabeça de Manoel logo aos três minutos.

A vantagem, porém, foi a senha para a volta do marasmo. Circulando a bola com lentidão e sem mobilidade no trabalho ofensivo do 4-1-4-1. De novo pecando pela falta de profundidade, já que Luiz Henrique não tem a tendência de infiltrar em diagonal de Caio Paulista, ainda lesionado.

E não faltavam espaços, já que o Criciúma, por conta da ausência do volante Airton, entrou em um 4-2-3-1, com Dudu avançado como meia central, Hygor saiu da dupla com Marcão e abriu à direita e Mateus Felipe, o "enganche" do 4-3-1-2 da primeira partida, foi para o lado esquerdo. O time catarinense perdeu organização e fluência. Apenas 69% na efetividade nos passes, mesmo sem tanta pressão do adversário.

A equipe de Roger Machado administrou até o fim do primeiro tempo com 64% de posse, mas apenas três finalizações contra duas. E voltou um tanto dispersa para o segundo tempo, com o Criciúma, com Maranhão, ex-Flu, na vaga de Mateus Felipe ainda na primeira etapa, adiantando as linhas e pressionando.

Mas em três minutos o jogo e o confronto foram resolvidos. Com os ponteiros aparecendo. Golaço de Biel aos sete minutos e, aos nove, rápida transição ofensiva com Fred recebendo pela direita e servindo Luiz Henrique.

Depois a volta ao marasmo, só quebrado por Maranhão, que quase marcou um golaço que poderia ter mudado o cenário. Depois Ganso que perdeu boa chance de cabeça e, já no final, Manoel foi expulso. Um exagero da arbitragem "egocêntrica" e irritante de Felipe Fernandes de Lima. Parando muito o jogo, conversando demais e fazendo de tudo para aparecer.

Sem maiores consequências. O Fluminense cumpriu a obrigação e está nas quartas. Quebrando a sequência de três derrotas seguidas. Com sustos desnecessários, ajuda da arbitragem com o pênalti absurdo no Heriberto Hülse e sem brilho. O resultado foi bem melhor que o desempenho.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL