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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Corinthians cumpre missão em Cuiabá com inesperada beleza

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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

26/07/2021 22h23

O Corinthians tinha um confronto direto na Arena Cuiabá, dentro da realidade no campeonato. Com 14 pontos, dois a mais que o time mandante, uma derrota representaria perigosa aproximação do Z-4.

Sim, no momento é este o contexto do heptacampeão brasileiro. Por isso a preocupação em contratar para entregar opções de qualidade ao treinador Sylvinho.

Mas enquanto Giuliano e Renato Augusto não estreiam e a direção não fecha negócio com um atacante de velocidade (Roger Guedes, talvez), a realidade é um 4-1-4-1 reativo em jogos fora de casa. Com Cantillo mais fixo à frente da defesa para proteger e distribuir, e o lado direito como o mais forte ofensivamente, com Fagner e Gustavo Mosquito.

O Cuiabá, comandado por Jorginho, tentava se instalar no campo de ataque e trabalhar a posse, buscando a recuperação rápida da bola com perde-pressiona. O nível técnico, porém, fica muito aquém da proposta. Sem meia palavras, é um time de refugos. A ponto de necessitar da criatividade de Clayson como camisa dez e o meia que se aproxima do veterano Elton.

Acabou cedendo espaços para as rápidas transições corintianas. Quando Gabriel, volante adiantado como meia pela direita, atacou o espaço na ponta, às costas de Uendel, o lançamento de Fagner foi preciso. O camisa cinco cruzou; Adson, o ponta pela esquerda, preparou e Roni, livre na entrada da área, bateu firme no canto direito do goleiro João Carlos.

Um belo gol, inesperado pelas fragilidades ofensivas do time paulista. Transmitindo confiança para conseguir o segundo ainda no primeiro tempo. Outro vacilo de Uendel, Fagner roubou e acionou Jô. O centroavante rolou, Roni fintou e Adson finalizou bem. Outro golaço.

Vantagem surpreendente e confortável para os primeiros 45 minutos com 46% de posse, três finalizações, duas no alvo e nas redes. Eficiência e beleza. Sim, pode acreditar.

Na segunda etapa, o Corinthians buscou o controle do jogo negando espaços ao adversário. Mas, como esperado, as substituições, necessárias pelo calor e pela umidade em Cuiabá, pioraram o desempenho coletivo. Por isso a necessidade de reforços.

Jorginho foi mais feliz nas mudanças e o Cuiabá pressionou até diminuir com Rafael "Papagaio" Elias. A mais bem-sucedida das 16 finalizações, sete no alvo. Mas insuficiente para qualquer reação. O novato da Série A deve sofrer até o fim na luta para não cair.

O Corinthians cumpriu a missão e respira encerrando a 13ª rodada no final da primeira página da tabela. Agora é trabalhar as semanas livres de quem não tem outra competição para disputar até o fim do ano e qualificar a equipe para buscar algo maior, mais condizente com o tamanho do clube.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL