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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Galo classificado com drama demais contra um Boca fraquíssimo

Everson defendeu pênalti, converteu sua cobrança e foi herói do Atlético - Getty Images
Everson defendeu pênalti, converteu sua cobrança e foi herói do Atlético Imagem: Getty Images
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

20/07/2021 21h47

Foi nos pênaltis, com Hulk, o craque do time na temporada, perdendo a primeira cobrança. Com drama demais para a melhor campanha da fase de grupos, enorme investimento e elenco muito mais qualificado que o do Boca Juniors.

Mas o Atlético Mineiro está classificado para as quartas da Libertadores. Sofrendo na Bombonera e no Mineirão. Com gols anulados do time argentino nas duas partidas. Ambos polêmicos, o último mais "marcável", apesar da imagem inconclusiva para definir o impedimento.

Não precisava, mas o time de Cuca sofre demais para criar diante de times organizados defensivamente. Depende de rápidas transições ofensivas, como a que terminou na assistência de Tche Tche para Zaracho perder à frente do goleiro Rossi. Ou jogadas individuais do trio Savarino-Hulk-Nacho. No 4-2-3-1 habitual que foi ficando espaçado e pouco intenso depois de um início com marcação encaixada e muita concentração.

Dando espaços para um Boca controlando o jogo na execução simples de um 4-3-3/4-1-4-1 que tinha como única variação ofensiva o deslocamento dos pontas Pavón e Villa para dentro, se aproximando do centroavante Briasco. Futebol pobre da fraquíssima equipe comandada por Miguel Angel Russo. Por falta de ritmo pela volta dos jogos na Argentina apenas no fim de semana, mas também pelas sérias limitações.

O jogo vertical, porém, foi suficiente para complicar o Galo sem fluidez, circulando a bola com lentidão e que entrou na pilha da tensão depois do gol anulado de Weingant e toda confusão durante a consulta ao VAR pelo árbitro. O time mandante terminou com 63% de posse, mas criou pouco. Oito finalizações, duas a menos que o Boca. Duas no alvo para cada lado.

Nos pênaltis, a lembrança de 2013 com vitória e Cuca no banco. Victor, agora dirigente, foi expulso na confusão. Everson foi o personagem pegando a cobrança ridícula de Villa e também a de Rolón. Izquierdoz isolou, compensando o escorregão à la Terry de Hyoran. Na cobrança final, o goleiro do Galo acertou o ângulo e foi às lágrimas.

Poderia ter sido vilão, pela falha grotesca no gol anulado, e virou o grande heroi. De uma classificação sofrida demais. Pelo tamanho do rival merece celebração. Mas pela bola jogada tem que preocupar. E provocar evolução no time que pode entregar muito mais.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL