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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Itália tira o asterisco da invencibilidade com vitória em jogaço decisivo

Itália comemora gol contra a Bélgica na Eurocopa - Pool via REUTERS
Itália comemora gol contra a Bélgica na Eurocopa Imagem: Pool via REUTERS
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

02/07/2021 18h17

A Itália está na semifinal da Eurocopa. Vencendo mais uma sem precisar de prorrogação, mesmo com sofrimento.

Superando em Munique a Bélgica de Courtois, De Bruyne e Lukaku. Com personalidade desde a paixão na execução do hino, passando por um primeiro tempo quase perfeito.

Com muito volume de jogo, inteligência na leitura de espaços com os jogadores sempre muito próximos e qualidade na troca de passes, no ritmo de Verratti, acionando a dupla Spinazzola e Insigne que voaram pela esquerda. Ora o ponta aberto e o lateral por dentro, ora invertendo o posicionamento.

Ainda Barella enfim aparecendo ofensivamente, com Chiesa no lugar de Berardi mais aberto e Di Lorenzo mais fixo como lateral. Na pressão pós-perda, o gol de Barella. Depois o golaço de Insigne cortando da ponta para dentro, jogada característica do talentoso atacante do Napoli.

Itália abrindo 2 a 0 nas quartas, assim como a Bélgica fez com o Brasil na Copa do Mundo. Mas desta vez coube à equipe de Roberto Martínez desperdiçar oportunidades cristalinas e perder a chance do empate, depois do gol de pênalti de Lukaku. O camisa nove comandou novamente o ataque, com De Bruyne sem as melhores condições físicas e Hazard lesionado.

Martínez supreendeu com Doku pela esquerda e Carrasco e Mertens no banco. O ponta habilidoso cresceu muito na segunda etapa, depois de um primeiro tempo improdutivo. A Bélgica pressionou até o fim, mas faltou "punch" para alcançar o empate.

Mérito também do bom trabalho defensivo da Azzurra. Apenas dois gols sofridos nas 13 vitórias consecutivas. O fantástico goleiro Donnarumma foi importante em chute colocado do craque De Bruyne no primeiro tempo. Spinazzola salvou gol certo de Lukaku, mas saiu lesionado e preocupa para a sequência do torneio. Jorginho também cumpriu ótima atuação, distribuindo o jogo e protegendo a zaga formada por Bonucci e Chiellini.

Nos números finais, a superioridade italiana: 54% de posse e 14 finalizações a dez. Pelos 90 minutos, a vitória foi condizente com o desempenho das seleções. E tira o asterisco da grande fase da Itália, agora invicta há 33 partidas. Triunfo enorme em jogaço decisivo. Que faz da seleção de Mancini a favorita na semifinal contra a jovem Espanha.

(Estatísticas: UEFA)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL