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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Inglaterra "copeira" contra a Alemanha é última grande surpresa das oitavas

Sterling comemora gol da Inglaterra contra a Alemanha - Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images
Sterling comemora gol da Inglaterra contra a Alemanha Imagem: Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

29/06/2021 15h10

A tradicional postura blasé da Inglaterra em jogo grande foi desconstruída já na divulgação da escalação para as oitavas em Wembley contra a Alemanha.

Com Walker e Trippier para defender o lado direito contra Gosens, abrindo o campo de ataque alemão e entrando na área para finalizar. Defendendo com atenção as transições rápidas de Havertz e Werner, dupla do Chelsea que faturou a Liga dos Campeões.

Acima de tudo, a intensidade para competir que faltou tantas vezes, especialmente diante do grande rival europeu. Vencido em 1966, mas depois impondo seguidas eliminações ao English Team, em Euro e Copa do Mundo. Mesmo em Wembley e no fim do ciclo de Joachim Low, a Alemanha parecia favorita.

Mas o primeiro tempo equilibrado, já com a melhor oportunidade de Harry Kane, virou do avesso com o gol de Sterling, o terceiro dele na Euro. Jogada iniciada e finalizada pelo atacante do Manchester City, muito criticado por deficiências na finalização. Novamente fazendo a diferença.

Também falhando, porém Muller perdeu chance inacreditável diante de Pickford. O atacante veterano, de volta à seleção alemã, contribuiu pouco na frente. A rigor, o melhor momento foi mesmo quando Gosens teve liberdade total contra Portugal. Mesmo com Goretzka melhorando a produção do meio-campo com volume e força física, na vaga de Gundogan.

Bom duelo com Phillips entre as intermediárias. Mas quando Grealish entrou na vaga de Saka e Sterling inverteu e foi jogar à direita tudo fluiu melhor. Foi de Grealish, em jogada com Shaw, a assistência para Kane, enfim, ir às redes no torneio continental e definir a classificação inglesa.

A Alemanha terminou com 53% de posse, 86% a 84% na efetividade nos passes e nove finalizações contra cinco, mas apenas duas no alvo. Quatro dos ingleses na direção da meta de Neuer. 2 a 0. Eficiência para ser decisivo.

Depois de sete jogos sem vencer a grande algoz em Wembley, vingando também o pènalti perdido por Southgate em 1996. A Inglaterra "copeira", com sangue nos olhos em jogo eliminatório é a última grande surpresa das oitavas.

(Estatísticas: UEFA)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL