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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

O impacto imediato da volta de Taison ao Internacional das goleadas

André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

06/05/2021 08h16

Taison se despediu do Internacional em 2010 com o título da Libertadores e voltou, onze anos depois, para reestrear também no torneio continental. Com a camisa dez e faixa de capitão. Só faltou a torcida no Beira-Rio para celebrar o retorno perfeito com os 6 a 1 sobre o Olimpia.

Adversário histórico, eliminando o Colorado na semifinal em 1989. Mas agora não conseguindo opor a minima resistência, também pelos muitos méritos da equipe comandada por Miguel Ángel Ramírez na maior goleada do clube na história da competição.

63% de posse de bola, 88% de efetividade nos passes. Em um 4-3-3 que variava para um 4-4-2 com Taison mais por dentro, buscando ou criando os espaços entre a defesa e o meio-campo do time paraguaio e se aproximando de Thiago Galhardo. Com Mauricio, a boa contratação na troca por William Pottker com o Cruzeiro, ficando mais à esquerda e abrindo o corredor para o lateral Moisés.

O impacto da entrada do ídolo que chega para, de certa forma, preencher a lacuna de Andrés D'Alessandro, foi imediato. O Inter ganhou fluência e a pressão pós-perda, tão importante no jogo de posição de Ramírez, não perdeu intensidade. Os gols foram saindo naturalmente, algo que vem se tornando comum quando o jogo encaixa. 6 a 1 no Aimoré, 5 a 0 no Esportivo pelo estadual, mais os 4 a 0 sobre o Deportivo Táchira na segunda rodada do Grupo B da Libertadores.

Contra o time paraguaio foram 19 finalizações. Onze no alvo. Victor Cuesta descomplicou tudo no início com seu incrível timing na bola parada, em mais uma assistência de Rodinei. Depois Edenilson de pênalti, dois de Galhardo, um do substituto Yuri Alberto e a pintura de bicicleta de Caio Vidal. Os dois e mais Saravia, Praxedes e Nonato provam que Ramírez vai ganhando um elenco forte e homogêneo.

Sujeito a oscilações naturais em um início de trabalho, como a derrota na estreia para o Always Ready na altitude de La Paz, e o revés na semifinal do Gaúcho para o Juventude, mas ainda com boas possibilidades de reversão no Beira-Rio. Com respaldo já fica claro que pode entregar muito em desempenho, resultados e até entretenimento.

Com Taison, que não fez gol na volta, mas provou que será útil, mesmo aos 33 anos. Experiência, qualidade e identificação. Pode ser ainda um bom interlocutor com Ramírez. Um tiro certeiro do Internacional.

(Estatísticas: SofaScore)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL