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André Rocha

A melhor atuação do Barça de Koeman contra a Juve sem CR7 e sorte de Morata

Barcelona e Juventus se enfrentam pela Liga dos Campeões -  Valerio Pennicino/Getty Images
Barcelona e Juventus se enfrentam pela Liga dos Campeões Imagem: Valerio Pennicino/Getty Images
André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

28/10/2020 19h00

O esperado reencontro entre Cristiano Ronaldo e Messi foi adiado pelo teste positivo, mesmo assintomático, do português para Covid-19. Era, e ainda é, a grande atração da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Ausência importante, inclusive em peso e liderança, na Juventus de Andrea Pirlo que busca ajustes e afirmação neste início de temporada 2020/21. Nove pontos em cinco rodadas da Série A italiana, quatro pontos atrás do líder Milan. Mas boa estreia com os 2 a 0 na visita ao Dinamo de Kiev na estreia do Grupo G. Tudo precisa ser relativizado pelos casos de Covid que tiraram escolhas do treinador.

Em casa contra o Barcelona, o time italiano buscou duelar pelo controle da posse de bola e atacando mais pela direita, com Cuadrado apoiando como uma espécie de ala, já que Danilo segurava mais improvisado pela esquerda em uma defesa sem Chiellini e De Ligt e com Demiral e Bonucci na zaga.

Dybala circulava pelo ataque que tinha Morata na referência. Não só fazendo a parede e dando sequência às jogadas, mas também como o principal finalizador. Só não foi feliz, com o "recorde" de três gols anulados. Dois no primeiro tempo, um no segundo. Todos corretamente.

Os únicos "sustos" de um Barcelona sem Piqué, suspenso, e Philippe Coutinho, lesionado. Ronald Koeman manteve a estrutura e viu seu time competir mais que na derrota em casa para o Real Madrid. Motivado também pelo bom início com o gol de Dembelé, novidade pela direita do ataque. Recebendo uma inversão espetacular de Messi e driblando até o chute que desviou em Chiesa e encobriu Szczesny.

A zaga catalã ficou um pouco mais rápida, com Ronald Araújo e Lenglet, e Pjanic deixou Busquets no banco. O volante histórico do Barça entrou no segundo tempo, com a lesão de Araújo. Mas, surpreendentemente, Frenkie De Jong é que foi para a zaga. O bom trabalho coletivo, porém, compensou as mudanças.

O Barcelona teve momentos de perde-pressiona eficiente e foi mais concentrado e intenso sem bola. Na frente, chamou atenção o bom entendimento entre Messi e Griezmann. Jogadores que preferem circular às costas da defesa adversária partindo da direita para o centro. A solução de Koeman é dar liberdade para os dois alternarem. Até porque o argentino, na fase ofensiva do Barça, se movimenta cada vez mais e participa da articulação das jogadas até mais recuado.

Messi definiu os 2 a 0 com cobrança precisa de pênalti sobre Ansu Fati, que substituiu Dembelé no segundo tempo. Consolidando a melhor atuação na temporada. Com 53% de posse e 14 finalizações a seis, cinco a zero no alvo - descontando, claro, os gols anulados.

Ainda assim, a liderança do grupo mantém a impressão de oscilação do Barcelona. Capaz de ser consistente até um certo teto, como a Juventus desfalcada, mas quando cruza com times mais intensos e competitivos sofre bastante. A esperança é que as boas notícias fora de campo, como a renúncia do presidente Bartomeu, façam a equipe ter paz e retomar o norte que Pirlo também almeja na problemática "Vecchia Signora".

(Estatísticas: UEFA)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL