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Alicia Klein

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras afasta o único fantasma que sobrevivia e avança em noite épica

Zé Rafael e Hulk disputam a bola pelo alto em Palmeiras x Atlético-MG, jogo da Libertadores - Amanda Perobelli/Reuters
Zé Rafael e Hulk disputam a bola pelo alto em Palmeiras x Atlético-MG, jogo da Libertadores Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

10/08/2022 23h51

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Diante de um Allianz Parque lotado e uma linda festa com luzes alviverdes protagonizada por sua torcida, o Palmeiras fez uma partida histórica. Com um a menos na maior parte da partida e dois a menos, no final, mostrou toda sua superioridade física, tática e emocional. Manteve o embate equilibrado, como se houvesse 11 de cada lado.

Levou a decisão para os pênaltis. Depois de cinco eliminações seguidas assim, marcou todas as suas cobranças e avançou às semifinais afastando seu único fantasma sobrevivente.

O duelo começou de maneira rara em tempos de calendário apertado e suspensões: duas equipes fortes entrando em campo com força máxima. No caso do time da casa, pela primeira vez desde 10 de julho, no empate contra o Fortaleza.

O Palmeiras com: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Danilo, Zé Rafael, Scarpa e Raphael Veiga; Dudu e Rony.

O Atlético-MG com: Everson; Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair e Zaracho; Ademir, Keno e Hulk.

O primeiro tempo corria no mais puro suco de equilíbrio. No campo, nas estatísticas, na pressão. Até Danilo, aos 29 minutos, no meio-campo, afundar a sola na panturrilha de Zaracho e, merecidamente (com a ajuda do VAR), acabar expulso.

Para se recompor, Abel enviou Rony para ajudar na direita, Scarpa pelo lado esquerdo, com Zé Rafael de primeiro volante e Raphael Veiga completando uma linha de quatro, e Dudu sozinho à frente.

Aos 36, Gustavo Gómez foi atingido dentro da área pelo goleiro Everson. A arbitragem aparentemente considerou que houve impedimento no lance anterior e não foi ao VAR checar o que pareceu uma falta clara.

Foi o lance mais perigoso depois da expulsão de Danilo. A equipe se desdobrou para chegar viva ao intervalo.

Abel mudou apenas taticamente: Zé Rafael caiu para a entrelinha e Dudu recuou um pouco, em um 4-1-4 de marcação forte.

Aos 9 minutos, Cuca trocou Ademir por Nacho Fernández, depois de ver o Galo finalizar apenas uma vez desde a expulsão palmeirense.

Sem contar os jogadores de cada lado, seria difícil saber que o Palmeiras tinha um a menos em campo. Rony, depois de um mês parado, correndo dobrado, sem sinais de cansaço. Aos 28, quem mudou novamente foi o Atlético-MG. Saíram Arana e Zaracho para as entradas de Rubens e Sasha. Aos 35, Vargas substituiu Keno, na última troca da equipe mineira.

Dois minutos depois, o árbitro não marcou uma falta em Scarpa e, na sequência, o palmeirense deixou o pé em Allan. Mais uma expulsão, Palmeiras com dois a menos em campo.

Na primeira mudança promovida por Abel Ferreira, aos 43 do segundo tempo, Mayke e Luan entraram nas de Marcos Rocha e Dudu. Tudo para segurar o placar.

Aos 47, Hulk pôde decidir a partida, mas bateu para fora. Aos 48, ele cruzou na área, a bola passou por Nacho e a pelota parou na trave de Weverton. Aos 50, Vargas foi expulso depois de peitar o árbitro. Impressionante.

O Palmeiras espera agora o vencedor de Athletico-PR e Estudiantes, que se enfrentam amanhã, às 21h15. Na primeira partida, não contará com Danilo e Scarpa, suspensos.

Como tensão pouca é bobagem, torcida e elenco palmeirenses agora se preparam para o Dérbi de sábado, na Neo Química Arena, às 19h. Mas agora começam as 24h de comemorar.