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Alicia Klein

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Palmeiras só precisa de um tempo para golear e encaminhar classificação

Rony, do Palmeiras, comemora seu segundo gol em jogo contra o Cerro Porteño - NORBERTO DUARTE / AFP
Rony, do Palmeiras, comemora seu segundo gol em jogo contra o Cerro Porteño Imagem: NORBERTO DUARTE / AFP
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Alicia Klein

Alicia Klein tem quase 20 anos de mercado esportivo em posições de liderança no Brasil e no exterior. Escreveu a biografia de Michael Schumacher, trabalhou na NFL, no universo olímpico e no da Copa do Mundo. Decidiu que é hora de falar sobre misoginia, racismo, trabalho infantil e tudo que o esporte aceita em nome dos resultados dentro e fora de campo.

29/06/2022 21h12

O primeiro tempo foi truncado como se poderia esperar de uma partida entre um time tecnicamente inferior que enfrenta em casa o favorito ao título, que não vive seu melhor momento.

Nenhuma chance real de gol em 47 minutos de etapa inicial, para nenhum lado.

Danilo parecia não ter voltado da Ásia. Dudu esteve abaixo. Piquerez foi bem. Rony se esforçou como Rony sempre se esforça.

Os goleiros não suaram a camisa.

O Cerro tentou exercer alguma pressão na volta do intervalo, até que Danilo perdeu uma excelente chance depois de uma jogada ensaiada de escanteio e, na sequência, aos 15 minutos, Rony mergulhou em uma linda bola de Scarpa para abrir o placar. De peixinho, 1 a 0 Palmeiras.

A partir daí, o alviverde se animou e os espaços começaram a se abrir. Aos 23, em uma jogada de Veiga e uma bela bola de Scarpa para Dudu, a bola sobrou para Rony que não perdoou: 2 a 0 Palmeiras.

No intervalo, eu tinha uma dúvida. Cheguei a escrever "Fica a dúvida: o Palmeiras não está tão bem ou poupa esforços diante do cansaço de um ano que começou muito cedo, com enorme intensidade, tudo dentro de um planejamento para vencer o confronto de 180 minutos, ainda que não o jogo de ida?"

A resposta está aí. Abel Ferreira segura quando pode segurar, organiza e solta o time quando precisa soltar.

E, no espírito da poupança e da exploração dos espaços paraguaios pelas pontas, o português substituiu em massa aos 21 minutos: Menino, Veron e Wesley nos lugares de Veiga, Scarpa e Dudu.

Aos 42, depois de mais um escanteio, Gómez cabeceou e Murilo precisou de dois chutes para selar a goleada: 3 a 0.

O Palmeiras mantém sua longa invencibilidade na Libertadores e, também, a contra o Cerro Porteño, em Assunção. Agora são seis partidas, com três vitórias da equipe brasileira e três empates.

Antes de finalizar a parada com o Cerro, no próximo dia 6, o Palmeiras enfrenta o Athletico-PR, no sábado, às 21h, também no Allianz Parque.

Contra Arce, deu bom. E contra Felipão, outro ídolo da Libertadores de 1999? A torcida tem muitos motivos para acreditar que sim.