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Alicia Klein

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Qual é o melhor time do Brasil e por que é o Palmeiras

Wesley, jogador do Palmeiras, comemora seu gol durante partida contra o Botafogo - Ettore Chiereguini/AGIF
Wesley, jogador do Palmeiras, comemora seu gol durante partida contra o Botafogo Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
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Alicia Klein

Alicia Klein tem quase 20 anos de mercado esportivo em posições de liderança no Brasil e no exterior. Escreveu a biografia de Michael Schumacher, trabalhou na NFL, no universo olímpico e no da Copa do Mundo. Decidiu que é hora de falar sobre misoginia, racismo, trabalho infantil e tudo que o esporte aceita em nome dos resultados dentro e fora de campo.

10/06/2022 12h58

O Palmeiras está voando. São 16 jogos de invencibilidade, entre Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. A última derrota foi justamente na estreia do nacional, contra o Ceará, em casa.

Depois do susto, mais duas rodadas esquisitas e as coisas entraram nos eixos. Momento coroado ontem, em uma goleada massacrante sobre o Botafogo, no Allianz Parque, com direito a uma obra de arte de Wesley.

O 2022 do alviverde até agora tem:

36 partidas

Vice do Mundial em um jogo muito duro contra o Chelsea (Abel falou sobre isso na coletiva de ontem)

Campeão Paulista

Campeão da Recopa

Classificado na Copa do Brasil (obrigação, claro)

Melhor campanha da história da fase de grupos da Libertadores (100% de aproveitamento e média superior a 4 gols por jogo)

Líder do Brasileirão com melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias e menor de derrotas

Sua defesa não foi vazada em sete das dez rodadas do campeonato. O ataque marcou 17 gols.

Tudo isso com muito rodízio de elenco, incluindo os recentes desfalques pela data FIFA. Nas ausências de Weverton, Danilo, Gustavo Gómez, Kuscevic, Atuesta e, depois, Raphael Veiga, o Palmeiras saiu da sequência de três clássicos com duas vitórias e um empate.

Não é por acaso e não é só dentro de campo. Abel Ferreira, na coletiva depois dos 4 a 0 contra o Botafogo, falou novamente sobre sua relação com os jogadores.

"Antes de ser técnico, sou formador de homens. Prefiro ser conhecido como um bom homem do que como um bom treinador. Se algum dia sair daqui, gostaria que dissessem que fui um cara top com as pessoas. O homem que se é que triunfa no profissional que se quer ser. Gosto de falar sobre isso. Pergunto 'moleque, gastou dinheiro com carro. E casa, comprou?'. Fácil deslumbrar. Temos que puxar pra Terra. É também minha função, educar. Sou melhor pai com eles do que com minhas filhas."

E, também, sobre a maneira de atuar da equipe.

"Eu não abdico de ter a bola. Eu desafio meus jogadores. Se não querem defender, fiquem com a bola. Mas não jogamos sozinhos. É diferente jogar contra o Chelsea e contra o Botafogo. Diferente jogar contra o Flamengo e contra o Corinthians. Eu gosto de fazer gols. Ao contrário do que alguns pensam, minha intenção é defender para atacar. E atacar para defender. Para os professor de Deus, quando falam do Mundial, não. É porque o adversário era bom. E existem adversários melhores que nós."

Quem sou eu para discordar do Abel, mas não. Hoje, não há adversários melhores no Brasil. Pode ter amanhã. Hoje, 10 de junho de 2022, em números e desempenho, o Palmeiras é o melhor. Com alguma folga.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado inicialmente, Palmeiras ganhou a Recopa, não a Supercopa. O erro foi corrigido no texto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL