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Alicia Klein

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Sorteio de Libertadores não muda nada: o favorito é o mesmo

Taça da Libertadores na final entre Palmeiras e Flamengo, em Montevidéu - REUTERS
Taça da Libertadores na final entre Palmeiras e Flamengo, em Montevidéu Imagem: REUTERS
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Alicia Klein

Alicia Klein tem quase 20 anos de mercado esportivo em posições de liderança no Brasil e no exterior. Escreveu a biografia de Michael Schumacher, trabalhou na NFL, no universo olímpico e no da Copa do Mundo. Decidiu que é hora de falar sobre misoginia, racismo, trabalho infantil e tudo que o esporte aceita em nome dos resultados dentro e fora de campo.

27/05/2022 16h55

O sorteio do mata-mata da Libertadores foi um dos mais equilibrados de que me lembro. Quem caiu do lado dito mais fácil tem mais brasileiros pelo caminho e um possível confronto dos mais fortes do país já nas quartas-de-final: Atlético-MG e Palmeiras.

O acesso à tabela torna irresistível um inútil exercício de futurologia. Inútil porque não existe um time no mundo que não tenha caído diante de uma equipe mais fraca em jogos eliminatórios. É o famoso: hay que jugar. Mas vamos lá, pois hay que palpitar também.

Embora sem vida fácil, Athletico-PR (versus Libertad) e Fortaleza (versus Estudiantes) podem avançar. Felipão e Vojvoda são grandes ativos dos brasileiros menos badalados das oitavas.

Palmeiras é bastante favorito contra o Cerro Porteño, com a vantagem de evitar mais uma viagem longa.

O problema é que aí deve enfrentar o Atlético-MG, o segundo melhor time do Brasil e que tem tudo para passar do Emelec. Obviamente, se fizer mais do que fez contra o Tolima.

Tolima que teoricamente não tem cacife para tirar o assombrado Flamengo, mas que já tirou o Corinthians, em 2011, na fase preliminar da Libertadores.

Corinthians que deu, provavelmente, o maior azar dessa tarde. Se conseguir superar o Boca Juniors, que mesmo ruim é um inferno, decidindo na Bombonera, pega de brinde o Flamengo. Se o rubro-negro, claro, não tiver o seu Tolima Day.

E aí, no único canto sem brasileiros, iniciar-se-á um mini campeonato argentino. River e Vélez, Colón e Talleres. Se do outro quadrangular passar o Boca, teremos uma semifinal argentina. Ou um nosotros contra los hermanos, se avançarem Flamengo ou Corinthians.

Teoricamente, no papel, objetivamente analisando, pelos números, deve sair de Galo e Palmeiras o finalista do lado de lá. Ou não.

Existe uma possibilidade, não de todo remota, de três dos quatro confrontos das quartas-de-final serem brasileiros. Já imaginaram? Athletico x Fortaleza, Atlético-MG x Palmeiras, Flamengo x Corinthians.

Tá bom, mas e daí? O que tudo isso quer dizer?

Nada. No frigir dos ovos, sorteio não define favorito. Quem era favorito antes segue favorito agora, afinal só era favorito porque capaz de derrotar todos os demais. Sem exceção. Não quer dizer que vai. Só que é o mais bem posicionado para fazê-lo.

De todo modo, vocês não arrancarão de mim o palpite de quem será o tricampeão seguido da Libertadores sobre o River Plate. Nem tentem.