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Antes de McGregor, Minotouro lutou no boxe e faturou medalha para o Brasil

Rogério Minotouro Nogueira (à esquerda) conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2007 - Donald Miralle/Getty Images
Rogério Minotouro Nogueira (à esquerda) conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2007 Imagem: Donald Miralle/Getty Images

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

26/08/2017 04h00

Muito antes de Conor McGregor deixar o MMA temporariamente de lado e se arriscar no boxe, um brasileiro trilhou um caminho semelhante. Buscando uma evolução para seu jogo, Rogério Minotouro passou a treinar pugilismo e acabou trazendo uma medalha para o Brasil.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, o irmão gêmeo de Minotauro integrou a delegação brasileira e disputou a competição na categoria dos superpesados do boxe. Depois de duas vitórias tranquilas, Minotouro foi derrotado pelo cubano Robert Alfonso na semifinal e ficou com a medalha de bronze – no boxe olímpico não há disputa de terceiro lugar.

No mesmo tempo em que treinava boxe, Minotouro participava de lutas de MMA. A diferença das modalidades fez com que o brasileiro levasse três anos para se sentir plenamente acostumado com o pugilismo.

“O treino é diferente. No MMA, você tem isometria, precisa pensar no chute, no wrestling, treina com o corpo todo. Já no boxe, o treino é mais luta, preparação de longa distância, para aguentar lutas longas. É outra preparação”, explicou ao UOL Esporte.

Depois da experiência no boxe, Minotouro voltou ao MMA, em definitivo, em 2008. Na visão do brasileiro, o retorno às artes marciais mistas é tão difícil quanto a ida para o pugilismo.

“Você está acostumado com a regra do boxe. Quando você tem a possibilidade de queda e de chute, é difícil voltar. No boxe, você fica mais de lado, baixa a guarda, e no MMA você leva um chute na cara”.

Minotouro vê Mcgregor como um adversário "perigoso"

McGregor desfere soco no rosto de Eddie Alvarez - AP Photo/Julio Cortez - AP Photo/Julio Cortez
Imagem: AP Photo/Julio Cortez

Mesmo com as já citadas dificuldades em um lutador de MMA migrar para o boxe, Minotouro não vê Conor McGregor como uma carta fora do baralho no duelo diante do multicampeão Floyd Mayweather. Para o brasileiro, o poder de nocaute do irlandês pode ser fundamental para uma das maiores zebras que o mundo das lutas assistiria.

“O McGregor é um pouco maior (do que o Mayweather) e é rápido e explosivo. É um cara perigoso porque tem uma mão pesada, é nocauteador. Esse poder de nocaute dá a ele uma boa vantagem”, analisou.

O poder de nocaute de McGregor, porém, se encontrará com a esquiva de Floyd Mayweather. Com um cartel de 49 vitórias e nenhuma derrota, o norte-americano é conhecido pela sua impressionante técnica de defesa. Quando enfrentou Manny Pacquiao, por exemplo, Mayweather viu o adversário desferir 429 golpes, mas conseguir acertar apenas 81.

“O Mayweather já mostrou ter muita esquiva e não toma esses golpes fáceis. A probabilidade de o Mayweather ganhar é muito maior. Ele está acostumado com as regras do boxe e já lutou com caras melhores, como Oscar de la Hoya, Canelo Álvarez e Manny Pacquiao”, completou Minotouro.

A luta entre Conor McGregor e Floyd Mayweather está marcada para este sábado (26), no T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA). A previsão é que o duelo comece entre 0h e 1h, da madrugada de sábado para domingo.

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