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Brasileiro briga contra insônia e marra cubana por ouro no Mundial de boxe

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

25/10/2013 18h00

O Brasil nunca havia conseguido um título mundial no boxe amador até 2011 e este ano tem a chance de igualar o feito e faturar logo na edição seguinte seu segundo ouro na história. O baiano Robson Conceição é quem está na briga, depois de vencer sua luta na semifinal e garantir vaga na decisão deste sábado, um belo presente no dia de seu aniversário de 25 anos. Ele briga contra a falta de sono – “ele não vem!” – e contra a marra cubana.

A final da categoria até 60 kg terá Robson encarando Lazaro Estrada, da forte escola de Cuba. O rival é campeão mundial no peso de baixo, até 56 kg, subiu neste Mundial e vem de importante vitória contra um pugilista da casa. Mas o brasileiro não liga para favoritismo e até gosta da ideia de vencer um cubano para conquistar seu ouro.

“Com certeza, é legal enfrentar um cubano. Ainda mais porque não gosto deles”, provocou Robson, ao UOL Esporte, explicando em seguida. “Eles são muito marrentos, acham que são os donos do mundo.”

O brasileiro admite que não está tendo vida fácil rumo ao ouro. “Está muito difícil, porque caí em uma chave muito forte, com adversários muito bons. Mas eu vim preparado, treinei muito bem, tive boas orientações. Vim confiante”, analisou ele, que estreou de bye e venceu quatro rivais para ter uma vaga na decisão.

Robson Conceição ficou famoso nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, quando pediu a também pugilista Erika Matos em casamento em rede nacional.

O pugilista brasileiro admite que é complicado estar longe do país, com tamanha pressão. Dormir de noite, por exemplo, é quase impossível. Ainda mais diante da luta mais importante de sua carreira.

Mas ele não reclama das condições no Cazaquistão. “A alimentação tem dia que é bom e outros que não, mas dá pra levar. Está bem legal”, contou.

O baiano foi à Olimpíada de 2008 e perdeu na estreia. Questionado se a trajetória neste mundial já dá confiança para daqui a três anos, no Rio, ele diz que sim.

“Com certeza! Em casa nós vamos brigar pelo ouro com todo o apoio da nação brasileira”, concluiu o baiano, confiante.

Além de Robson, Everton Lopes, campeão mundial em 2011, também foi à semifinal. Mas ele acabou parando frente a Merey Akshalov, do Cazaquistão, e ficou com a medalha de bronze, uma vez que não há disputa de terceiro lugar no Mundial.

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