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Baby Shark: fenômeno infantil do Youtube vira hino no beisebol dos EUA

Rob Carr/AFP
Imagem: Rob Carr/AFP

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

25/10/2019 12h08

"Baby Shark doo doo doo doo doo doo, Baby Shark doo doo doo doo doo doo".

Quem tem filho pequeno provavelmente já se rendeu ao mais novo fenômeno do Youtube. A música Baby Shark, autoria de uma empresa de entretenimento educacional da Coreia do Sul, ultrapassa os 3 bilhões de visualizações no Youtube e invadiu a América. A canção direcionada para crianças se tornou um hino na Major League Baseball (MLB).

Liderando a World Series por 2 a 0 e dependendo de mais duas vitórias sobre o Houston Astros para conquistar pela primeira vez a liga de beisebol dos Estados Unidos, o Washington Nationals levou Baby Shark a um outro nível. A música, a princípio tocada no estádio do time quando o outfielder Gerardo Parra vai para o bastão, ganhou coreografia e agora é cantada pelos torcedores Nationals Park.

Howie Kendrick - Rob Carr/AFP - Rob Carr/AFP
Howie Kendrick comemora a dupla que gerou o "mommy shark"
Imagem: Rob Carr/AFP

Esta história consagrada nos playoffs do beisebol começa em maio, quando Parra assinou contrato para reforçar a franquia da capital americana.

Em junho, depois de conseguir duas rebatidas contra o Philadelphia Phillies e "tirar a zica" de um início ruim pelo time, o venezuelano decidiu mudar a música de entrada e homenagear os filhos. Mal imaginaria que Baby Shark virou o hino não-oficial de uma campanha próxima da glória.

"Queria colocar algo diferente. Minha filha ama esta música. Antes do jogo, pensei em colocar um merengue, um reggaeton ou um hip-hop. Pensei depois: 'quer saber, vou colocar Baby Shark'. Estou feliz por isso", comentou o jogador depois de pela primeira vez usar o fenômeno infantil do Youtube para contagiar o clima no estádio do Washington.

A partir de então, Baby Shark viralizou no beisebol. A maior parte dos torcedores repete a coreografia do vídeo quando a canção se reproduz nos autofalantes do estádio. Cenas de fãs fantasiados de tubarão, com chapéus ou roupas, se tornaram comuns nesta pós-temporada. Até o time abraçou a causa rumo ao título inédito na liga.

Ryan Zimmerman baby shark - Rob Carr/AFP - Rob Carr/AFP
Ryan Zimmerman faz o 'baby shark' depois de conseguir uma rebatida simples
Imagem: Rob Carr/AFP

Quem consegue uma rebatida simples de uma base, imita o baby shark (coreografia apenas com os dedos). Uma dupla gera a dança da mommy shark (com as mãos). A tripla inspira o daddy shark, com os braços, na mesma sintonia dos torcedores que vão aos jogos.

O elenco se mobilizou e ainda pendurou um pequeno tubarão de pelúcia o dugout, como é conhecido o banco de reservas da modalidade.

A coreografia responsável por mudar a trilha sonora do beisebol americano está no vídeo abaixo, o fenômeno de mais de 3 bilhões de visualizações.

O Washington Nationals volta a campo hoje (25), em Houston, com transmissão a partir das 20h30 (de Brasília) no UOL Esporte Clube, via Watch ESPN.

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