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Como jogadora que ficou paralisada em 2020 se recuperou e entrou para WNBA

DiDi Richards em ação pela Baylor University na temporada 2021 do basquete universitário dos EUA - C. Morgan Engel/NCAA Photos via Getty Images
DiDi Richards em ação pela Baylor University na temporada 2021 do basquete universitário dos EUA Imagem: C. Morgan Engel/NCAA Photos via Getty Images

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

16/04/2021 11h18

Uma jogadora de basquete sofre uma séria lesão seis meses antes da noite mais importante de sua vida, fica temporariamente paralisada, precisa reaprender a andar (e a jogar), mas mesmo assim se recupera a tempo e conquista o que sempre quis. Podia ser roteiro de filme, mas é a história da armadora DiDi Richards. Ela foi escolhida na 17ª posição do Draft de ontem (15) e vai jogar no New York Liberty.

Foi em um treino corriqueiro, em 24 de outubro, que Richards trombou com uma companheira de equipe da Universidade Baylor e caiu no chão da pior maneira. Ela desmaiou e, quando voltou, sentiu que havia algo de errado. "Não consigo sentir minhas pernas; não sinto do quadril para baixo", disse em desespero. Estava paralisada.

Era uma lesão na medula espinhal e, por algumas horas, nenhum dos médicos sabia dizer se DiDi Richards seria capaz de voltar a jogar. A esta altura, um detalhe diferente teria encerrado a carreira da atleta. Felizmente, os exames mostraram que não havia lesão estrutural, o que permitiria uma recuperação de algumas semanas —dura, com primeiros passos e muita fisioterapia, mas ainda assim uma recuperação.

Richards voltou a ter alguma sensibilidade nas pernas naquela mesma noite, mas saiu do hospital apenas dois dias depois, de andador. Só conseguiu andar sem assistência após duas semanas, mas ainda bem lentamente, um passo curto de cada vez. "E então pensei: bem, se já posso andar, posso correr. E se conseguir correr, também consigo driblar. Aí passei a tentar coisas novas e me esforçar ainda mais", contou a jogadora.

Foram 38 dias longe das quadras até o retorno no início de dezembro. Ninguém esperava que ela se recuperasse tão rápido: a treinadora de Baylor admitiu que receava nunca mais tê-la à disposição; a mãe de DiDi, Ungeanetta Richards, a chamou de "um milagre ambulante", e a própria jogadora reconheceu que não imaginava jogar nesta temporada. Na época, a Universidade fez um minidocumentário sobre sua recuperação (veja acima, apenas em inglês).

Ao retornar, Richards ajudou a colocar Baylor entre as oito melhores equipes universitárias dos EUA —o time caiu uma fase antes do Final Four, a três jogos do título. Ainda mais importante, ontem a jogadora foi escolhida na segunda rodada do Draft e garantiu seu lugar na WNBA.

Apesar de impressionante, a reabilitação de DiDi Richards naturalmente não foi o principal motivo de sua entrada para a WNBA. Ela havia sido a melhor jogadora de defesa da NCAA na temporada passada e, em 2019, já era titular de Baylor na campanha do título nacional daquele ano. A primeira temporada de DiDi como profissional começa em 14 de maio.

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