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Técnico da seleção de basquete fica sem contrato e tem futuro incerto

Luiz Augusto Zanon gesticula na derrota para a França - AFP PHOTO / OZAN KOSE
Luiz Augusto Zanon gesticula na derrota para a França Imagem: AFP PHOTO / OZAN KOSE

Do UOL, em São Paulo

01/10/2014 15h27

Contratado pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete) em março do ano passado para comandar a renovação da seleção brasileira feminina visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, o técnico Luiz Augusto Zanon não saberá se estará no cargo até lá.  O contrato do treinador com a entidade era válido apenas até o fim do Campeonato Mundial, do qual o Brasil foi eliminado na tarde desta quarta-feira ao perder para a França por 61 a 48.

“O primeiro contrato que fiz com a CBB se encerra ao términa este campeonato, agora. Mas espero ter a oportunidade de seguir com o trabalho e seguir com o trabalho de evolução destas jogadoras visando a um futuro próximo. Sabemos que este é o caminho”, afirmou o treinador em entrevista ao SporTV.

Zanon assumiu o cargo em substituição a Luiz Cláudio Tarallo e dirigiu a seleção em quatro competições. Além deste Mundial, foi campeão sul-americano em 2013 e 2014 e acabou com a medalha de bronze na Copa América de 2013.

Com o fim da participação brasileira no Mundial, Zanon voltará a se dedicar exclusivamente ao São José, equipe que a partir do próximo dia 31 disputa o NBB, o campeonato nacional masculino.

Porém, o desejo de de seguir à frente da seleção feminina nos próximos anos fez com que o treinador visualize o caminho para as jovens jogadoras da equipe seguirem evoluindo.

“Estas jogadoras precisam de mais jogos internacionais, mais intercâmbio para poderem evoluir. Se todos os técnicos do Brasil trabalharem na intensidade com que é vista no jogo da Europa, esta geração tem tudo para crescer. Ainda sofremos muito quando jogamos do outro lado do Atlântico”, afirmou o treinador.

No Mundial da Turquia, no qual venceu apenas um jogo em quatro disputados, o Brasil contou com nove novatas neste tipo de competição. Apeanas a armadora Adrianinha, a ala-pivô Damiris e a pivô Érika haviam tido esta oportunidade.

“Quero agradecer as meninas por terem aceitado a ideia de um novo basquete. Viemos ao Mundial coma ideia de crescimento e amadurecimento precoce. Não é fácil para elas serem colocadas em uma situação destas”, completou.