No rastro da glória

As memórias quase ocultas da Copa de 1930 em Montevidéu

Por Diego Iwata Lima e Leo Burlá

Passeio pela história

Seja no táxi ou em um restaurante, o uruguaio não esconde o orgulho que tem por sua seleção. País que sediou (e ganhou) a primeira Copa do Mundo em 1930, o país agora testemunha a destruição de marcos daquele Mundial e tenta não deixar a chama da memória se apagar. O UOL fez um passeio pela história e traz traços de um título que nunca será esquecido no país, mas que se apaga pouco a pouco nas lembranças materiais
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O centro do campo

O Estádio de Pocitos, antiga casa do Peñarol, foi demolido anos após Copa e deu lugar a um bairro de prédios e empreendimentos comerciais. Entre as ruas Charrúa e Silvestre Blanco, foi inaugurado um pequeno marco situado onde era o círculo central do meio de campo. Foi nesse estádio que o francês Lucien Laurent anotou o primeiro gol da história das Copas, na vitória por 4 a 1 sobre o México
Diego Iwata Lima/UOL

O gol

Nesta mesma pacata esquina os uruguaios também desafiaram a passagem do tempo. A poucos metros do meio de campo, uma escultura que remete a uma trave foi colocada no local que os historiadores estimam que estaria posicionado o gol original. O monumento é batizado como "Onde as aranhas dormem"
Diego Iwata Lima/UOL

Uma rara imagem

Próximo ao local da baliza, a Prefeitura de Montevidéu instalou um pedestal com uma rara imagem de um jogo em Pocitos. No cartaz, já com pichações, uma foto em preto e branco e uma partida não identificada. Na legenda, o desparecimento do estádio é creditado à necessidade de obras viárias na capital
Diego Iwata Lima/UOL

Uma porta para a história

Esse pórtico localizado na avenida 18 de Julho, uma das mais movimentadas da capital, foi o que restou da antiga entrada do prédio da Associação Uruguaia de Futebol (AUF). Foi daí que a taça Jules Rimet saiu para ser entregue à seleção local em 1930
Diego Iwata Lima / UOL

A chama acesa

Como parte dessa tentativa de resistência, há uma pequena exposição de fotos sobre a Copa de 1930. As fotografias estão expostas na Praça Espanha, também na avenida 18 de Julho, e pertencem ao Museu da Fotografia de Montevidéu
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Relíquias

A poucos metros do antigo estádio de Pocitos, o Centenário, palco da final entre Flamengo e Palmeiras, guarda tesouros do futebol uruguaio e mundial. Do título de 1930, os uruguaios mantêm preservadas a Taça Jules Rimet e peças de jogadores daquela seleção
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