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Decisivo em eleições, MG tem Lula com 46% e Bolsonaro com 28%, diz Quaest

Os pré-candidatos Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) - Reprodução
Os pré-candidatos Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) Imagem: Reprodução

Giovanna Galvani

Do UOL, em São Paulo

08/07/2022 12h38Atualizada em 08/07/2022 14h10

Quaest - Pesquisa confiável -  -

Pesquisa da Quaest Consultoria, contratada pela Genial Investimentos e divulgada hoje, aponta a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na intenção de votos dos eleitores de Minas Gerais. O petista foi escolhido por 46% dos entrevistados, quando questionados em quem votariam para Presidente da República na pesquisa estimulada (quando é apresentada uma lista de nomes); 28% optaram pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde a eleição em 1989, a primeira pelo voto direto após o fim da ditadura militar, o candidato que vence a disputa em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo — acaba eleito para o Palácio do Planalto. Em 2018, Bolsonaro venceu em Minas no primeiro turno, com 48,31% contra 27,65% de Fernando Haddad.

Na pesquisa Genial/Quaest, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece com 6% das intenções entre os eleitores mineiros, seguido por André Janones (Avante), com 2%. Simone Tebet (MDB) e Pablo Marçal (Pros) têm 1%. Pela margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, esses pré-candidatos empatam tecnicamente.

Vera Lúcia (PSTU), Felipe D'Avila (Novo), José Maria Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB) e Luciano Bivar (União Brasil) não pontuaram. Pela margem de erro, eles empatam com Tebet, Janones e Marçal, mas não com Ciro.

Os indecisos foram 7%, e apontaram voto branco, nulo ou falta de vontade de votar outros 7%.

Como a pesquisa arredonda os valores de todas as citações, a soma total das porcentagens resulta em 98%, o que não gera discrepâncias dentro da margem de erro.

O levantamento de hoje não é comparável com o anterior, divulgado em maio, já que houve mudança no cenário testado. O nome do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) foi removido, após a sua desistência. Além disso, foram incluídos Vera Lucia, Marçal, Eymael, Péricles e Manzano.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.480 pessoas pessoalmente, entre os dias 2 e 5 de julho. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números MG-00322/2022 e BR-01319/2022 e teve o custo de R$ 135.000.

Pesquisa estimulada

  • Lula (PT): 46%
  • Jair Bolsonaro (PL): 28%
  • Ciro Gomes (PDT): 6%
  • André Janones (Avante): 2%
  • Simone Tebet (MDB): 1%
  • Pablo Marçal (Pros): 1%
  • Vera Lucia (PSTU): 0%
  • Felipe D'Avila (Novo): 0%
  • Sofia Manzano (PCB): 0%
  • José Maria Eymael (DC): 0%
  • Leonardo Péricles (UP): 0%
  • Luciano Bivar (União Brasil): 0%
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não pretende votar: 7%

Pesquisa espontânea

Lula também lidera na pesquisa espontânea, quando não há a citação prévia dos concorrentes: 36% dos entrevistados escolheram o ex-presidente, e 22% apontaram preferência por Bolsonaro.

38% disseram não ter escolhido candidato. Branco ou nulo ou não pretende votar foram 3% dos entrevistados, enquanto 1% apontou a opção "outros" e 1% escolheu Ciro Gomes.

  • Ainda não escolhi: 38%
  • Lula (PT): 36%
  • Jair Bolsonaro (PL): 22%
  • Branco/nulo/não pretende votar: 3%
  • Ciro Gomes (PDT): 1%
  • Outros: 1%

Segundo turno

Genial/Quaest também fez a simulação de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. O resultado mostra o petista à frente, com 55% dos votos do eleitorado mineiro, enquanto o atual presidente ficou com 30%.

  • Lula (PT): 55%
  • Jair Bolsonaro (PL): 30%
  • Branco/nulo/não pretende votar: 10%
  • Indecisos: 4%

Sobre o instituto

O Quaest é um instituto de pesquisas com sede em Belo Horizonte. Até 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empresa realizava pesquisas eleitorais só em Minas Gerais. Hoje, faz levantamentos sobre intenções de voto para presidente. O instituto tem uma parceria com a Genial Investimentos, a qual financia levantamentos sobre a corrida presidencial de 2022. As pesquisas são realizadas com entrevistas presenciais.